Plantio espaçado da soja não tem efeito contra a ferrugem
O aumento no espaçamento entre linhas na sojicultura não tem efeito algum sobre o controle da ferrugem da soja. O uso de estandes e linhas mais espaçados é uma técnica já conhecida para facilitar o manejo de doenças como mofo-branco e antracnose. Por conta disso, alguns produtores tentam empregar a mesma tecnologia para combater a ferrugem, principal doença da cultura. Mas o resultado de uma recente pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste mostra que a prática não tem o resultado esperado.
O experimento, apresentado à comunidade científica no Congresso Brasileiro de Fitopatologia, foi realizado durante as duas últimas safras, em Dourados (MS). Por dois anos consecutivos, a soja foi plantada com cinco diferentes espaçamentos entre linhas. Para cada espaçamento, foram cultivadas parcelas com e sem aplicação de fungicida, a fim de observar se o controle da doença através de fungicidas se tornaria mais fácil.
— Desse modo, nós pudemos avaliar tanto o efeito do fungicida, que de antemão já sabíamos que seria importante no controle da doença, quanto o efeito dos espaçamentos entre linhas. Também avaliamos se existia interação entre esses fatores (aplicação de fungicidas e espaçamento entre linhas) para verificar a ocorrência de ocorrência mais alta ou mais baixa da severidade da ferrugem da soja — explica o fitopatologista Alexandre Roese, à frente da pesquisa.
O trabalho mostrou que não houve interação entre o produto e o espaçamento, de modo que a técnica não facilitou o controle da doença. Mas o experimento revelou também um resultado positivo. Ao alterar o espaçamento por duas safras consecutivas, os pesquisadores observaram diferenças significativas no rendimento da soja.
— Nos dois experimentos, o espaçamento de
Na opinião de Roese, os resultados obtidos na pesquisa realizada
— Na verdade, a gente enxerga a tendência de que um pequeno aumento do espaçamento entre linhas em relação ao que é usado hoje, de 45 para
Fonte: Portal Dia de Campo

