Perspectivas para o mercado de soja e milho em MT

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Imea aponta perspectivas positivas para o mercado de soja e milho em Mato Grosso.

Comercialização antecipada da safra 2021/22 da oleaginosa já atinge 13% da produção estimada.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) anunciou na quarta-feira (16) em live de retrospectiva e perspectiva para o agronegócio mato-grossense, que o mercado de soja e milho seguirá promissor em Mato Grosso no próximo ano. Segundo o Imea, 66,45% da soja que ainda será colhida a partir de janeiro de 2021 já foi comercializada. O responsável pela cadeia da soja, Marcel Durigon, disse que a estimativa é 35.489 milhões de toneladas.

Em relação à área, é esperado o plantio recorde de 10,30 milhões de hectares (aumento de mais de 3%). Na produtividade, devido à seca, foi reduzida a estimativa para 57,41 sacas por hectare, uma queda de 2,84% em relação à safra passada, entretanto Durigon afirma que, ainda assim, a produção será recorde.

Os produtores de Mato Grosso já negociaram 12,97% da produção da safra 2021/2022 que ainda será semeada. “Cada vez mais o mercado externo vem negociar com o produtor de Mato Grosso. Isso demonstra o quanto o mercado está preocupado em garantir a soja antecipadamente”, disse Durigon que atribui os números recordes às negociações externas e internas, preços atrativos e boas relações de troca.

Milho – O Imea estima que a próxima safra de milho pode crescer 5% na área e a produção registrará novo recorde de 36.290 milhões de toneladas. A perspectiva é que haja um aumento na produção de etanol de milho no estado e no consumo do cereal para ração animal.

Pecuária – Os preços da arroba do gado em 2020 atingiram patamares recordes. De acordo com a analista de pecuária do Imea Marianne Tufani, o início do ano de 2021 pode seguir pressionado, movimento típico para o período, mas ao longo do ano as cotações voltam a ficar sustentadas ainda pela baixa oferta de animais e boas perspectivas para exportações.

Segundo a analista, as exportações crescentes e oferta restrita de bovinos para abate favorecem os preços pagos para os produtores. Nos últimos 12 meses, o boi gordo valorizou 51% e atingiu R$ 262,65 a arroba. Mato Grosso é responsável por 21% das exportações de carne do Brasil. O rebanho mato-grossense é considerado o maior do país, com 31 milhões de cabeças de bovinos.

O principal destino da carne bovina mato-grossense continua sendo a China. Segundo o Imea, 56% da proteína animal produzida no estado vai para o mercado chinês, que registrou aumento de 18,96% no consumo.

Funding da soja – Na safra 2020/21 o custeio para a soja em Mato Grosso apresentou aumento de 10,25% ante a safra anterior (2019/2020), o que representa R$ 24,81 bilhões. Essa alta nas despesas do sojicultor ocorreu, principalmente, pela valorização da moeda norte-americana, que impactou diretamente no custo com insumos agrícolas. Além disso, o aumento de área foi maior para essa safra, cerca de 3%, influenciado pela valorização da soja brasileira em função da crescente demanda e a constante alta dos preços futuros da oleaginosa nos mercados nacional e internacional.

Quem financiou boa parte do custeio da safra este ano no estado foram as multinacionais (35%), principalmente devido às relações de troca antecipada feita com os produtores. Os recursos próprios corresponderam a 17%, média de 2% a menos do que em 2019. Isso não significa uma descapitalização do produtor, mas demonstra que o custo de oportunidade do dinheiro de terceiros estava mais barato e atrativo, especialmente por conta da Selic estar 2% ao ano.

FONTE: DATAGRO.


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