Frango, ovos e mercado
Ovos: Mercado operou com leve alta nos preços.
Na terça-feira (5) da melhor semana do mês para comercialização, em mercado firme e disputado nos preços.
Na terça-feira (5) da melhor semana do mês para comercialização, em mercado firme e disputado nos preços, os Produtores de ovos brancos e vermelhos alcançaram leve alta nos negócios realizados. Nos ovos brancos, o novo aumento – 1º da semana, 2º do mês, 9º do ano – elevou o preço médio diário para R$67,00, valor que equivale a 4,7% de aumento. Ou, o equivalente a R$3,00 a mais por caixa.
Nos ovos vermelhos o reajuste acompanhou o verificado nos ovos brancos com a diferença se mantendo entre R$10,00 até R$20,00 a mais por caixa e foram comercializados por um mínimo de R$76,00 ao máximo de R$88,00. Com isso, o preço médio diário (R$82,00) alcançou 14,7% de aumento sobre o recebido no mesmo período do ano passado. Ou, uma diferença de R$10,50 a mais por caixa.
Segundo a Jox Assessoria Agropecuária as ofertas seguem restritas, os compradores seguem ativos e o cenário de consumo segue promissor. Tem havido certo embate no mercado, com os Produtores buscando novos reajustes e encontrando resistência dos atacarejos que querem continuar utilizando o produto como chamariz junto ao consumidor.
De toda forma, os indicadores presentes no mercado indicam que os negócios devem continuar sendo disputado nos preços e com tendência de novos reajustes.
Tendências de preço do frango (vivo e abatido) em 2019
Gráfico abaixo mostra as curvas sazonais de preços do frango vivo e do abatido (base: média do ano anterior igual a 100.
O gráfico abaixo mostra as curvas sazonais de preços do frango vivo e do abatido (base: média do ano anterior igual a 100). Que embora cobrindo longos mas diferentes períodos de tempo (frango vivo: média de 24 anos; frango abatido: média de 19 anos), apresentam ao final, como seria lógico esperar, praticamente o mesmo comportamento no decorrer do ano.
Mas em 2019 os dois produtos tendem a apresentar desempenhos diferentes entre si. Assim, por exemplo, ambos deveriam ter iniciado o ano (janeiro) valendo pelo menos 2% a mais que a média registrada no ano anterior. No entanto, enquanto o frango vivo obteve no mês valorização de apenas meio por cento em relação à média de 2018, o abatido valorizou-se mais de 12%.
Ainda que estejamos somente no começo de um novo mês, esse distanciamento vai aumentando em fevereiro. Pois, até aqui, em vez de alcançar valor médio quase 5% superior à média de 2018, a ave viva experimenta forte desvalorização, seu preço equivalendo a 98,9% da média do ano passado.
Já o preço do frango abatido, na média dos três primeiros dias de negócios de fevereiro, alcança valor que se encontra mais de 18% acima da média de 2018 e que tende a subir ainda mais nestes próximos dias.
É verdade que, a esta altura, o mercado de frangos vivos começa a dar sinais de reversão. E embora continue sujeito a descontos em relação ao preço referencial, tais descontos têm sido pontuais, permitindo que as negociações se desenvolvam, agora, em ambiente mais firme.
Ou seja: há perspectivas de reversão do preço que, neste ano (30 dias de negócios até ontem, 5), retrocedeu mais de 5%. Mas para que retorne, ao menos, à curva sazonal, o frango vivo precisa alcançar preço médio superior ao valor de abertura do corrente exercício (R$2,90/kg). Sob esse aspecto, pois, tudo indica que continuará persistindo grande distância em relação ao desempenho do frango abatido.
Forte revés nas exportações de carne de frango de janeiro
Exportações de carne de frango iniciaram novo exercício registrando forte revés.
Depois de fechar 2018 com um dos melhores resultados do ano, tanto em termos de volume como de receita cambial, as exportações de carne de frango iniciaram novo exercício registrando forte revés: comparativamente ao mesmo mês do ano passado, os embarques de janeiro de 2019 recuaram 15%, enquanto a receita foi 13% menor.
Considerados os quatro principais itens exportados – cortes de frango, frango inteiro, carne salgada e industrializados de frango – o volume do mês resumiu-se a 274,5 mil toneladas, retrocedendo mais de 20% em relação às 343,6 mil toneladas de dezembro/18.
À primeira vista, esse volume ainda supera o que foi exportado em abril e junho de 2018 (respectivamente, 247,3 mil/t e 230,4 mil/t). É interessante rememorar, no entanto, que naquela época a SECEX/MDIC atualizava seus sistemas de captação de dados e, em decorrência, embarques de um mês só foram contabilizados no outro. E isso aceito, as exportações de janeiro de 2019 corresponderam ao menor volume dos últimos quatro anos, somente superando nesse período as 271 mil toneladas de janeiro de 2015.
Por ora, porém, esses fracos resultados não têm um significado maior. Pois, tradicionalmente, os menores embarques de cada exercício ocorrem, com raras exceções, no mês de janeiro. Tanto que, na média dos últimos 19 anos (2000 a 2018), janeiro respondeu por 7,22% dos embarques do ano, vindo na sequência os meses de fevereiro (7,42%) e abril (7,89%).
De toda forma, não deixa de ser preocupante constatar que os embarques acumulados nos 12 meses encerrados em janeiro de 2019 (gráfico abaixo, à direita) correspondem ao menor volume de todo um qüinqüênio. E se, em comparação a idêntico período encerrado em janeiro de 2015, o volume atual é apenas 0,05% inferior, a receita cambial daí resultante já registra recuo de 18,34%.
FONTE: AVISITE.

