Café: Após alta pela manhã

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Após iniciarem o dia em alta, em ajustes técnicos ante a queda da véspera, os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltaram ao território negativo nesta tarde de quarta-feira (28) já estão próximos do patamar de US$ 1,35 por libra-peso com queda próxima de 100 pontos nos principais vencimentos. O mercado segue bastante atento as chances cada vez menores de desabastecimento do grão em 2017 por conta das melhores condições climáticas no cinturão produtivo do Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo.

Por volta das 12h30, horário de Brasília, o contrato março/17 registrava queda de 80 pontos e estava cotado a 133,40 cents/lb, o maio/17 também caía 80 pontos e operava a 135,70 cents/lb. Já o vencimento julho/17 anotava 138,05 cents/lb com 75 pontos de desvalorização, enquanto o setembro/17, mais distante, tinha recuo de 75 pontos, cotado a 140,10 cents/lb.

Na véspera, os contratos futuros do café arábica na ICE atingiram o menor patamar em seies meses. “Os futuros recuaram mais uma vez dando sequência as negociações vinculadas às estimativas de produção mais altas do que o previsto no Brasil. Os produtores brasileiros estão oferecendo menos, e os produtores na América Central não estão ofertando suas produções devido à fraqueza dos preços. As ideias são de que a produção de arábica será forte na América Latina”, reportou o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Esse otimismo dos operadores, aliado ao esvaziamento do mercado comas festas de final de ano, já acontece há alguns dias e tem derrubado forte os preços do grão tanto externamente, como no Brasil. A corretora Marex Spectron, por exemplo, divulgou recentemente em relatório que prevê superávit global de 300 mil sacas de 60 kg na temporada 2016/17. “Nós incluímos a liberação de estoques pelo governo brasileiro no balanço, o que deixa um superávit mínimo”, disse a Marex à agência de notícias Reuters.

O setor produtivo não acredita em safra alta em 2017 por conta da bienalidade negativa das plantações na maior parte do cinturão produtivo.

No Brasil, seguem lentos os negócios com café ainda mais nesta semana marcada pelas comemorações de final de ano. Além disso, os preços ofertados não agradam o cafeicultor, que só deve voltar às praças de comercialização do país no início de 2017. Na terça-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 479,45 com queda de 1,98%.

Por: Jhonatas Simião

Fonte: Notícias Agrícolas

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