Alta nos custos de produção faz preço do leite subir
Alta de custos faz oferta de leite cair e preço sobe 17,3%.
Em apenas cinco meses o belo-horizontino viu o preço médio do litro de leite subir 17,3%, segundo dados da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura de Belo Horizonte. Esse aumento é consequência direta de uma cadeia de altas de preços que começa no pecuarista, que nos últimos 12 meses viu seu custo de produção subir 26,2% e, com mais despesas, teve que diminuir a produção.
Só em março deste ano, a captação de leite de em Minas Gerais caiu 8,8% em relação ao mês anterior, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). “O mercado interno descapitalizado, com menor capacidade de consumo e alta dos custos de produção da atividade leiteira, refletiram diretamente nessa queda de produção”, explica o analista de agronegócio da FAEMG, Wallisson Fonseca.
Outro fator que obriga o produtor rural a colocar o pé no freio é a dificuldade de repassar o aumento dos custos para o preço de venda. Em Minas, segundo Fonseca, no último ano, o preço pago pelo litro de leite ao produtor subiu apenas 14,7% sem descontar a inflação. Isso representa cerca de 50% do aumento dos custos. “Com a alta do dólar, os insumos de soja e milho subiram muito e o preço ao produtor não acompanhou esse aumento”, explica Fonseca.
Quem também sofreu com esse quadro foi a indústria de laticínios. “Da mesma forma que o produtor sofreu com o aumento dos custos, nós também compramos mais caro dele. E, no caso do indústria, além do preço mais alto da matéria-prima, tivemos alta nos custos de mão de obra, energia elétrica, transporte”, avalia o diretor executivo do Silemg (Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais), Celso Moreira.
O sindicato não informa qual o índice de crescimento dos preços de seus produtos em 2016, mas Moreira admite que os custos estão sendo repassados para o varejo e chegando ao consumidor final.
“Não tem como não repassar para o preço do produto. Isso é uma questão de sobrevivência das indústrias hoje”, conclui.
Fonte: O Tempo.
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