Categories: Ciência e Tecnologia

Biodefensivos com micróbios do solo e planta

Biodefensivos com micróbios do solo e planta são o futuro.

Favorecendo microrganismos, os processos biológicos passarão a ser cada vez mais intensivos.

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“O futuro, que na verdade a gente nem chama mais de futuro, já é o presente, são técnicas agrícolas que favoreçam os grupos de microrganismos que tem uma relação simbiôntica com a agricultura”. Essa é visão de Félix Gonçalves Siqueira, coordenador de projetos da Embrapa, para o futuro da defesa vegetal contra ameaças e pragas.

“Precisamos entender que o solo é vivo. Essa é a primeira coisa que a gente precisa entender. E quais são os benefícios que a gente vai trazer para o solo, em relação ao que a gente chama de microbioma, ou seja, os microrganismos daquela bioma e moram junto às plantas”, disse ele em entrevista ao Agropages durante a 5ª Conferência Internacional Santa Clara Agrociência.

O especialista cita como exemplo a própria prática, amplamente adotada no Brasil, da rotação de culturas: “É exatamente isso – quando você coloca um determinado grupo de plantas intercaladas, você favorece grupos de microrganismos diferentes, então os processos biológicos passarão a ser cada vez mais intensivos”.

Siqueira destaca que isso não significa que o controle químico vai acabar. “A relação nossa, dos microrganismos, do ser humano com as plantas é a relação dos químicos, eles é que nos nutrem, eles é que nos protegem. Agora, o mundo microbiano ele está sendo descoberto nesses muitos processos já em andamento e virão muito mais. Então eu acredito que nos próximos 10, 20, 30 anos nós vamos estar falando muito mais de qual é o tipo de material, de matéria-prima que eu vou colocar ao solo para favorecer determinados grupos de microrganismo”, explica.

“As grandes empresas passarão a se questionar: eu preciso nutrir os microrganismos que moram no solo, que é onde eu vou colocar as plantas. Então as ômicas, as técnicas ômicas, como parte da genômica, você consegue saber quais os grupos de bactérias existentes, de fungos, famílias, e você começa a comparar isso. Então esse Big Data, essa quantidade de dados que você gera, dessas interações entre microrganismos e planta, serão cada vez mais utilizados”, conclui.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems.

Otavio Culler

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