Raça Montana utiliza genômica para avaliar machos

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O uso da genômica é a grande novidade da avaliação dos machos candidatos a touros Montana nascidos em 2019 e que serão comercializados este ano. “Os criadores da Associação Internacional de Criadores de Montana (AIC-MTN) trabalham há mais de duas décadas na seleção de animais compostos de alta qualidade genética que contribuem para o aumento da produtividade de rebanhos em todas as regiões do país. Nesse processo, são sempre incorporadas novas tecnologias. A genômica é uma importante ferramenta de seleção, que objetiva intensificar ainda mais a acurácia dos novos reprodutores da raça”, explica Gabriela Giacomini, superintendente técnica da AIC-MTN.

 

José Bento Sterman Ferraz, professor de Genética e Melhoramento Animal  da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo – campus de Pirassununga (FZEA-USP), afirma que o Montana está sintonizado com os programas de seleção mais avançados do Brasil ao usar DEP genômica. “A genômica precisa ser bem compreendida para não ser considerada a solução de todos os problemas. Afinal, é uma metodologia auxiliar, que provoca importante adição de qualidade, ao corrigir eventuais erros de pedigree e adicionar uma nova fonte de informação, os efeitos dos marcadores moleculares. No caso do Montana, nós usamos um painel com 50 mil marcadores, sendo que cada um tem o seu efeito, ainda que pequeno, e a somatória desses efeitos dá o valor genômico do animal, o que pode alterar a classificação geral. Geneticamente, cada animal pode ter potencial maior ou menor do que os outros para transmitir genes para sua descendência. O grande impacto que a genômica traz às avaliações genéticas está na acurácia. As avaliações genéticas ou genômicas são expressas em predições, conhecidas como DEP – Diferença Esperada de Progênie. A acurácia das predições de touros jovens, ofertados ao mercado, normalmente é de 25% e 30%. Com a genômica, conseguimos acurácia de 45% ou mais, ou seja, semelhantes a touros que têm 15 a 20 filhos, isso é muito importante e o criador tem muito mais segurança no que comprou”.

 

“O aumento da acurácia nos ajuda muito na hora de escolher os touros de teste de progênie, touros de reposição e doadoras de embriões, diminuindo as incertezas e riscos. O nível de acerto passa a estar em outro patamar”, ressalta Gabriela.

 

A marcação dos tourinhos já começou. “A nova safra de touros nascidos em 2019 está muito boa, com animais de índices altos e muitos destaques. Temos feito estudos com genômica do Montana já há alguns anos, em parceria com o Grupo de Melhoramento Animal da USP (GMAB). Os primeiros resultados são muito promissores. Esta safra é perfeita para marcar mais esse passo da raça”, informa a Superintendente Técnica da AIC-MTN.

 

O Índice Montana, principal critério de seleção da raça, é composto por 20% para a DEP de peso ao desmame, 20% para ganho de peso pós-desmama, 30% para peso ao sobreano, 10% para perímetro escrotal e 20% para musculosidade.

 

Sobre a Associação Internacional de Criadores de Montana (AIC-MTN)

 

A AIC-MTN foi criada oficialmente em 30 de setembro de 2020. A entidade começa seus trabalhos, originados no Programa Montana, com oito associados envolvidos no melhoramento genético da raça. O plantel atual é 10 mil matrizes e são comercializados 800 touros com CEIP por ano. Os pecuaristas interessados em se filiar devem entrar em contato pelo e-mail contato@montana.org.br. A AIC-MTN oferece condições especiais de lançamento para novos criadores até o fim do primeiro semestre de 2021, inclusive isenção da taxa de ingresso.

 

 


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