Produção de ração no Brasil cresce 10% em 2020

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Os números da Pesquisa Global de Rações da Alltech foram divulgados durante evento virtual da multinacional, que também apresentou os resultados da 2ª edição do levantamento Mulheres na Alimentação & Agricultura

 

A décima edição da Pesquisa Global de Rações da Alltech estima que a produção mundial de ração cresceu 1%, alcançando 1.187,7 toneladas métricas (MMT) em 2020. Entre os destaques está o Brasil, que se manteve em terceiro lugar no ranking de principais produtores mundiais e apresentou a maior alta entre os protagonistas do setor. O aumento na produção do país foi de 10%, resultando em 77,6 toneladas métricas. 

 

Os números foram apresentados durante a sessão de janeiro do Alltech ONE Virtual Experience, simpósio global online que já reúne mais de 22 mil pessoas, de 126 países, que também divulgou os resultados da 2ª edição do levantamento Mulheres na Alimentação & Agricultura, conduzida em parceria com AgriBriefing. 

 

Durante o evento, o presidente e CEO da Alltech, Mark Lyons, afirmou que essa tem sido uma ótima época para a indústria agroalimentícia. “O agronegócio tem se mantido forte diante das adversidades, e a cadeia de suprimentos global continua provendo uma das necessidades mais básicas da sobrevivência humana. As informações e visões que coletamos refletem desafios, oportunidades e sucessos extraordinários enquanto desenhamos um rumo para o futuro”, destacou. 

 

Outros dados

 

Em sua décima edição, a Pesquisa Global de Rações da Alltech trouxe informações importantes para a produção animal. Fortalecido por uma década de documentação, o levantamento é a avaliação mais completa da produção de ração e preços na indústria. Os números globais foram coletados em mais de 140 países e em mais de 28.000 fábricas de ração.

 

De acordo com a pesquisa, a China teve um crescimento de 5% e retomou a posição de país líder na produção, com 240 milhões de toneladas métricas. Entre os dez maiores países produtores de ração, incluindo tonelagem e porcentagem de crescimento, estão os Estados Unidos da América (215.9 MMT, +1%), Brasil (77.6 MMT, +10%), Índia (39.3 MMT, -5%), México (37.9 MMT, +4%), Espanha (34.8 MMT, 0%), Rússia (31.3 MMT, +3%), Japão (25.2 MMT, 0%), Alemanha (24.9 MMT, 0%) e Argentina (22.5, +7%). Juntos, esses países correspondem a 63% da produção de ração mundial e podem ser vistos como indicadores das tendências gerais para o agronegócio.

 

As informações indicam também a representatividade da produção de ração por espécies: frangos de corte, 28%; suínos, 24%; poedeiras, 14%; bovinos de leite, 11%; bovinos de corte, 10%; outras espécies, 7%; aquicultura, 4%; pet, 2%. Os crescimentos predominantes foram os de frango de corte, suínos, aquicultura e petfood. 

 

O objetivo é ir além dos números para um olhar holístico sobre a indústria. Para isso, a pesquisa abordou questões qualitativas para descobrir tendências sobre a Covid-19, sustentabilidade e redução de antibióticos. Os resultados da edição 2021, incluindo informações sobre cada espécie, gráficos interativos e mapas, estão disponíveis em one.alltech.com/2021-global-feed-survey.

 

Mulheres na Alimentação & Agricultura

 

Para coletar perspectivas reais do cenário profissional das mulheres no agronegócio, a Alltech apoia, pelo segundo ano consecutivo,  a pesquisa anual Mulheres na Alimentação & Agricultura, em parceria com a AgriBriefing e o WFA Summit. Lançada em outubro de 2020, o objetivo da pesquisa foi coletar feedbacks que empoderem a indústria agroalimentícia para criar um ambiente mais igualitário.

A pesquisa buscou visões de homens e mulheres. Mais de 3.200 pessoas participaram, representando mais de 80 países e todos os setores de alimentos e agronegócio, para refletir as atuais condições de trabalho, barreiras para o sucesso e o olhar para o futuro. Como 2020 trouxe desafios sem precedentes para o segmento, novas questões foram adicionadas para perceber possíveis desigualdades exacerbadas pela Covid-19.

Na pesquisa, mais de um quarto (26%) das mulheres que trabalham no agronegócio são as cuidadoras primárias de crianças, enquanto trabalham em casa. Além disso, 21% das mulheres que trabalham na indústria agroalimentícia indicam que elas têm preocupações de que seu trabalho em casa vá atrapalhar suas carreiras. Em comparação, apenas 13% dos homens compartilharam a mesma preocupação em relação a suas carreiras. A maioria (62%) dos entrevistados concordam que a indústria está se tornando mais inclusiva, e que há razão para ser otimista. Para acessar os dados completos do levantamento Mulheres na Alimentação & Agricultura, visite: one.alltech.com/2020-women-in-food-agriculture-survey-results.


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