Garrotilho – adenite equina
Tratamentos e prevenção.
Garrotilho
A adenite equina ou garrotilho, é uma enfermidade bacteriana altamente contagiosa, causada pelo Streptococcus equi subsp. equi, caracterizando-se por uma inflamação do trato respiratório que pode atacar o equino em todas as idades, porém, mais predominantemente em animais jovens.
Normalmente entre 2 a 3 anos de idade isso porque a imunização ocorre espontaneamente em contato com animais já imunes no rebanho, e em animais mais jovens o colostro garante imunização, a doença quando ataca animais já imunes costuma ser branda.
A doença é um problema mundial causa prejuízo mas é fatal em poucos casos quando não é bem tratada somente 10% dos casos da doença, o animal morre pelo acumulo de anticorpos que tentam atacar a doença.
O tempo de incubação da bactéria causadora da doença é de 1 a duas semanas e o equino que apresentar a doença deve ser isolado em quarentena e todo material que o animal teve contato deve ser descartado ou esterilizado.
O garrotilho leva o animal à uma faringite aguda e rinite. Quando o organismo do hospedeiro não consegue impedir o processo inflamatório, o agente invade a mucosa e o tecido linfático faríngeo.Quando a doença evolui, há a formação de abscessos, causando uma obstrução local devido à compressão. Entre sete a 14 dias após, fistulam, sendo drenados, liberando o pus repleto de bactérias, contaminando o ambiente.
Diagnóstico
Os sinais clínicos manifestados pelos animais são típicos de um processo infeccioso generalizado; apresenta também uma secreção nasal serosa, que em seguida passa a ser mucopurulenta e, dentro de alguns dias passa a ser purulenta, tosse produtiva, dor à palpação da região mandibular, linfadenopatia, em especial, os linfonodos submandibulares, extensão do pescoço devido à dor na região da laringe e faringe.
Estes sintomas são clássicos do garrotilho, embora animais mais velhos possam não desenvolver abscessos em consequência de uma prévia infecção pela bactéria S. equi subsp. equi. A letalidade dessa doença é baixa, mas causa prejuízo e debilita animais de trabalho.
O diagnóstico é feito através do quadro clínico e sua confirmação por exame clinico veterinário.
O tratamento
O tratamento é simples, administrar AGROVET PLUS na dose de 1 ml para cada 20 kg de peso corporal, o que corresponde a 10.000 Vl de benzilpenicilina procaína, 4,0 mg de diidroestreptomicina (sulfato), 0,3 mg de piroxican e 0,86 mg de procaína (cloridrato) por kg de peso corporal.
Essa administração é feita por via intramuscular profunda, observando os princípios de assepsia e não deve ser administrado em animais acetilsalisílico ou a outra substância, anti-inflamatórios não esteroides,também a animais com nefropatias graves, devido aos efeitos nefrotóxicos da diidroestreptomicina.
Quando o animal apresenta abscessos, há a aplicação de substâncias revulsivas para facilitar sua maduração para depois serem pronunciados, como por exemplo, o iodo. Posteriormente deve ser feito um curativo no local.
Animais em risco devem ser tratados anteriormente com penicilina, durante o período de exposição ao microrganismo. Em casos de complicações, deve ser feito um tratamento suporte, como fluidoterapia, medicamentos expectorantes e antimicrobianos em dosagens superiores das recomendadas normalmente.
Fonte: Infoescola, Wikipédia.

