Diarreia Viral Bovina, ou Bovine Viral Diarrhea (BVD) foi o tema da palestra promovida pelo Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (Ipvdf – Fepagro Saúde Animal) na sexta-feira (27). O assunto foi abordado pela veterinária e virulogista norte-americana Julia Francis Ridpath, chefe do laboratório de pesquisa em imunologia e doenças de ruminantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda).
Participaram pesquisadores, estagiários e bolsistas do Ipvdf, além de representantes do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul. O objetivo foi divulgação científica e atualização da especialidade. Depois, a palestrante visitou as dependências do Instituto. De acordo com a pesquisadora da Fepagro, Laura de Almeida, o primeiro isolamento de vírus da diarreia viral bovina, no Brasil, foi realizado no IpvdfF em 1974.
“Desde então, o assunto tem sido objeto de estudo para diagnóstico e pesquisa”, explica. Ela esclarece que, conforme pesquisas atuais, no Rio Grande do Sul existem três espécies de vírus de BVD: Bvdv1, Bvdv2 e HoBi-like vírus. “Nos Estados Unidos, o vírus foi descoberto em 1946 e, ainda hoje, são descobertos novos aspectos. Por isso, precisamos estar sempre atualizados a respeito do tema”. Julia Ridpath trabalha há 31 anos investigando as diferentes formas de apresentação da diarreia viral bovina em gado de corte, leiteiros e ruminantes silvestres nos Estados Unidos. É pesquisadora líder em estratégias de intervenção no controle de doenças virais em gado.
“BVDV Control in the US” Em sua exposição, Julia apontou que o vírus (Bvdv) causa doença sistêmica nos bovinos, com manifestação neurológica, reprodutiva e/ou respiratória, ou ainda, pode ser sem sinais clínicos. “O importante é que afeta a produção do rebanho, diminuindo a produção de corte e de leite”, destacou.
A virulogista disse ainda que, nos Estados Unidos, o diagnóstico depende de análise laboratorial, que identifica quais vírus causam problema no campo. E que o controle da doença e do vírus é baseado em três aspectos: biossegurança (que reduz o risco de exposição ao vírus), imunização (que aumenta a resistência do bovino, porém não 100%), e vigilância (remoção do vírus).
Julia falou da importância em transmitir a informação “olho no olho”, uma vez que nada substitui o contato pessoal. Ela ficou contente em conhecer a pesquisa da Fepagro e com o entusiasmo dos jovens pela pesquisa científica. E quer estabelecer cooperações técnicas entre o laboratório dos Estados Unidos e o Ipvdf.
Fonte: Portal Página Rural.
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