Cruzamento da raça Angus

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RS: Angus e ANC lançam Programa de Fomento ao Cruzamento da raça.

 

Raça líder no mercado de genética da pecuária nacional, segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) – vendeu mais de 3,4 milhões de doses de sêmen no mercado nacional em 2013 -, a Angus lança mais uma ação visando à expansão de sua genética pelo País: o Programa de Fomento ao Cruzamento Angus, estabelecido pela Associação Brasileira de Angus em parceria com a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC). De acordo com a Angus, o projeto tem como principais objetivos ampliar o número de animais registrados na categoria de Cruzamento sob Controle de Genealogia (CCG), fortalecer a expansão dos rebanhos no Brasil Central, estimular a comercialização de animais melhoradores e aproximar criadores de rebanhos comerciais de entidades.

 

“Com este programa, buscamos desmistificar de vez a ideia de que o Angus só é produtivo nas condições de produção do sul do País. Com um planejamento orientado a raça pode atender a qualquer parte do Brasil. A partir de agora, aquele pecuarista que se engajar terá o apoio e a assistência dos técnicos da Angus, e isto representa um importante fomento da raça e ganhos financeiros para toda a cadeia produtiva”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Angus, Paulo de Castro Marques. O segundo estágio é a avaliação dos animais pelo inspetor técnico da Associação, que verificará a prevalência das características da raça, conforme o respectivo grau de sangue.

 

Os animais deverão ser mochos, sendo aceitos batoques frouxos e chifres “banana” apenas em animais cruzados com zebuínos, com pelagem característica do cruzamento com Angus. Além disso, deverão apresentar peso compatível com sua faixa etária e condições zootécnicas compatíveis com animais destinados à reprodução. Aqueles que não preencherem todos os requisitos acima serão descartados pelo inspetor. Os aprovados recebem a marca de fogo do Programa (CCG), tatuagem na face interna da orelha e um brinco identificador do Programa, o qual permitirá sua rastreabilidade durante toda a vida produtiva.

 

O novo programa também terá reflexos positivos no mercado da carne Angus, diz Fábio Medeiros, gerente do Programa Carne Angus Certificada, principal programa de certificação de carne do Brasil. Para ele, o fomento da Associação Brasileira de Angus aos cruzamentos deve intensificar o aumento do volume de animais abatidos com a chancela do programa de certificação, que já cresce em uma média de 15% ao ano.

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“Valorizando a genética da raça, consequentemente estamos valorizando seu produto principal, que é a sua carne. Sendo assim, agregamos ainda mais valor ao intuito principal do Carne Angus Certificada, que é o de gerar maior receita para todos os elos da cadeia produtiva envolvidos no processo”, salienta. O Programa de Fomento ao Cruzamento Angus já está em vigor. Mais informações podem ser obtidas no site da Associação Brasileira de Angus (www.angus.org.br), pelo telefone 51 3328-9122, ou pelo e-mail tecnico@angus.org.br. Para o presidente da ANC, Mário Ubirajara Rota Anselmi, este é um momento marcante na pecuária nacional. “Queremos que o Angus cresça e, para isso, é importante reconhecer o registro como a valorização da genética do reprodutor”, enfatiza o dirigente.

 

Como participar Podem participar do Programa de Fomento ao Cruzamento Angus criadores de todo o País, que, automaticamente, são classificados como Associados Colaboradores da Angus, ficando isentos de cobrança de anuidades e taxa de adesão, pagando um valor promocional por animal certificado. O cadastro na ANC também é automático. O criador deverá contatar diretamente a Angus ou um de seus inspetores zootécnicos para fazer parte do Programa.

 

Poderão ser registrados, através do incentivo conferido pelo Programa, animais oriundos do cruzamento com a raça Aberdeen Angus, com no mínimo oito meses de idade, nascidos do acasalamento de vacas de qualquer raça. Segundo a assistente técnica da Associação Brasileira de Angus, Jennifer Luzardo Teixeira, poderão ser registrados machos inteiros e fêmeas com o mínimo de 50 % de sangue Angus, filhos de inseminação artificial ou de touros registrados PO e PC. Caberá ao pecuarista apresentar as notas fiscais de sêmen e as cópias dos registros dos reprodutores, no caso de monta, para comprovar a adequação ao programa.

 

Fonte: Portal Página Rural.


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