Vacinação passa a ser obrigatória
A partir deste ano, além da prevenção obrigatória contra a aftosa em Mato Grosso do Sul, também será exigida a vacinação contra a brucelose. A normativa, que determina a vacinação obrigatória dos rebanhos contra a doença, foi publicada em fevereiro pela Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de MS). Segundo a agência, a doença causa prejuízo de R$ 892 milhões por ano no Brasil. A agenda de vacinação do rebanho bovino e bubalino do Estado começou este mês.
A portaria reafirma que a vacinação contra a brucelose para fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses é obrigatória no Estado, com a aplicação de uma única dose da vacina B19. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Grácia Rosinha, a brucelose é uma doença infectocontagiosa, que compromete o sistema reprodutor dos animais.
“É uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para o homem”, explica. No macho, a bactéria se localiza nos testículos, causando diminuição da libido e até mesmo infertilidade. Em fêmeas, a doença chega a causar abortos ou animais fracos Nas fêmeas, conforme Grácia, a bactéria se instala no útero, interferindo na circulação do feto e causando abortos. “Quando não acontece o aborto, o bezerro nasce fraco e morre rapidamente”, diz, acrescentando que, em vacas leiteiras, a brucelose causa diminuição na produção de leite.
“No homem, os sintomas são febre aguda, mal-estar, prostração, e dores articulares”. De acordo com ela, no caso dos animais, o tratamento é a prevenção. “Já para os humanos, o tratamento inclui antibióticos, hidratação e repouso”. A portaria da Iagro determina que a vacinação deve ser realizada por um médico veterinário cadastrado na agência. O texto estabelece também que o produtor rural poderá escolher o momento da vacinação dos animais, porém, entre maio e novembro, todas as fêmeas na idade indicada que não tiverem sido imunizadas contra a doença deverão ser vacinadas.
O produtor terá dois períodos para fazer a comunicação da vacinação, até 30 de junho para as fêmeas imunizadas no primeiro semestre, e até 30 de dezembro para as vacinadas nos últimos seis meses do ano.
Fonte: Jornal O Estado MS.

