Doze cavalos foram sacrificados por causa do mormo

Compartilhar

Doze cavalos foram sacrificados em São Paulo por causa do mormo este ano. Segundo a Defesa Agropecuária do Estado, cerca de 450 cavalos estão com suspeita da doença.

 

No Estado de São Paulo, 12 cavalos já precisaram ser sacrificados devido à doença conhecida como mormo. Na última sexta, dia 8, mais um cavalo foi sacrificado, aumentando o número de animais mortos em 2013. Segundo a Defesa Agropecuária do Estado, cerca de 450 cavalos estão com suspeita da doença.

 

A doença está se alastrando e já atrapalha o esporte equino. Alguns países da Europa não estão aceitando cavalos brasileiros em competições. Para entrarem no Jockey Clube de São Paulo, os cavalos passam por um sistema rigoroso de controle, até a liberação. Os animais precisam ter um exame atestando que não possuem mormo, a doença que aparece apenas em equinos e provoca uma infecção pulmonar que pode causar a morte.

 

Os animais que chegam de regiões endêmicas, onde houve registro de mormo este ano, ficam isolados até que sejam feitos exames para a contraprova. O médico veterinário do Jockey Clube, João Heckmaier, explica que mesmo com a realização deste processo, os esportes praticados com cavalos estão sendo prejudicados.

 

– O problema não é o Estado de São Paulo, é o país inteiro. Nós vamos ter as Olimpíadas daqui a pouco. Temos uma série de eventos que foram suspensos por causa disso. Por exemplo, vai ter o Latino Americano em 2014 no Peru, e provavelmente nossos animais não serão recebidos. Os cavalos da Europa não querem vir pra cá. Os leilões que fazem, você não consegue entregar os animais – diz o veterinário.

 

O diretor do Centro de Defesa do Estado, Agnaldo Rebello, diz que intensa circulação de animais pelo Estado, vindos de todo o país, é um risco grande de disseminação da doença.

 

– São Paulo concentra muitos eventos. São feiras, rodeios, eventos eqüestres. Isso facilita a disseminação da doença. Um animal assintomático, sem sintomas da doença, pode transmitir. Se ele bebe da caixa d’água em comum com outros animais, deixa secreção e pode se contaminar – exemplifica.

 

Seis cidades do Estado de São Paulo têm foco da doença. Além da capital, Araçariguama, Jundiaí, Itapetininga, Arandu e Catanduva. O Estado está investindo para controlar a doença. Rebello alerta que o diagnóstico ainda é difícil por dois motivos principais: o tratamento prévio feito pelos criadores, com medicamentos que mascaram os sintomas. E a incerteza do único teste realizado no Brasil, por enquanto.

 

De acordo com Rebello, apenas dois laboratório particulares de São Paulo realizam exames com a maleína, que não garante eficácia. Diante disso, a doença ainda pode se espalhar mais, caso não haja um controle mais rígido, por meio de um exame Europeu, considerado 100% seguro, mas que ainda não chegou ao Brasil. O Ministério da Saúde precisa autorizar a entrada no país.

 

– O diagnóstico é difícil. O animal apresenta os sintomas, e o proprietário trata pensando que é um garrotilho, uma doença respiratória qualquer. Faz o exame e o tratamento atrapalha, ele dá o falso negativo. O exame usado hoje tem uma sensibilidade muito baixa. Se a quantidade de bactéria diminui, também reduz a quantidade de anticorpos – salienta.

 

Fonte: Rural BR Pecuária.


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *