Meta de rastreabilidade da soja cultivada no Cerrado

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Plataforma que reúne maiores tradings agrícolas atinge meta de rastreabilidade da soja cultivada no Cerrado em 2020.

Iniciativa Soft Commodities Forum (SCF) tem como membros ADM, Bunge, Cargill, COFCO International, Glencore Agriculture e Louis Dreyfus Company.

O Soft Commodities Forum (SCF) anuncia ter alcançado os objetivos estabelecidos em relação à rastreabilidade da cadeia de suprimento da soja na região brasileira do Cerrado. As informações, que constam do seu mais recente relatório, divulgado nesta segunda-feira (14), mostram ainda o progresso de seus parceiros e oferece insights a respeito das prioridades e os próximos passos que continuarão a orientar a sua atuação.

O SCF é uma plataforma global de empresas do ramo alimentício e do agronegócio, reunida pelo Conselho Empresarial Global para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), com o objetivo de fomentar uma ação coletiva em relação aos desafios comuns da sustentabilidade. São membros do SCF as empresas ADM, Bunge, Cargill, COFCO International, Glencore Agriculture e Louis Dreyfus Company.

Em dezembro de 2019, os membros do SCF comprometeram-se a alcançar rastreabilidade mínima até a fazenda de origem de 95% para suas fontes diretas nos 25 municípios prioritários. Os dados publicados agora mostram que essa meta foi atingida e que todos os seis membros alcançaram o seu objetivo, alguns inclusive tendo registrado uma rastreabilidade de 100% nas operações diretas.

“Alcançar este resultado é um grande marco para o SCF e seu trabalho dedicado ao suporte e à proteção dos biomas vulneráveis da América do Sul”, afirma Diane Holdorf, Diretora de gestão do setor Alimentos e Natureza do WBCSD e porta-voz do SCF. “Uma vez alcançado seu objetivo fundamental, o SCF agora explora novas maneiras de refinar e melhorar ainda mais a acurácia da rastreabilidade nas fazendas e, mais importante ainda, o grupo continuará a expandir seu trabalho junto aos produtores e terceiros, para orientar a respeito do impacto sobre o solo”.

A fim de envolver os produtores e identificar oportunidades-chave e desafios voltados à promoção da expansão sustentável da produção da soja em áreas livres disponíveis, protegendo a vegetação nativa remanescente, o SCF firmou parcerias com agentes locais de implementação nos 25 municípios identificados como prioritários para a ação. Até o momento, com o auxílio de seus parceiros, o SCF alcançou o envolvimento de 118 produtores na iniciativa.

Na Bahia, por exemplo, em parceria com a Solidaridad Brasil, o grupo está coletando sugestões de 80 produtores de soja para identificar intervenções críticas e desenvolver conjuntamente planos para encorajar a adoção de práticas ambientalmente inteligentes e eliminar a expansão da soja em habitats de alto valor natural. No Mato Groso, o trabalho com o Produzir, Conservar e Incluir (PCI) está envolvendo 50 produtores de soja e pecuaristas em um processo de melhoria contínua, visando o enfrentamento de lacunas críticas em sistemas de produção sustentáveis e lucrativos.

“Somente colocando os produtores no âmago da busca de soluções teremos condições de contribuir para um mundo livre de áreas de conversão motivadas pelas commodities, equilibrando os resultados ambientais com comunidades rurais prósperas e resilientes”, diz Tony Siantonas, que coordena a Agenda de Agricultura Sustentável do WBCSD como diretor de Escalonamentode Agricultura Positiva. “O SCF desempenha um papel fundamental como ponte entre os produtores e o restante da cadeia de valor, encorajando investimentos dirigidos e eficazes em soluções compartilhadas. Como WBCSD, nós apoiamos esse trabalho como parte de nossa ampla agenda sobre clima, natureza e produção dedicada à agricultura.”

FONTE: DATAGRO.


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