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Colheita do trigo no Paraná chega ao final

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

As produtividades da lavouras paranaenses de trigo, que chegam a fase final de colheita, estão surpreendendo os técnicos. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, estima que o rendimento deve ficar em 3.100 quilos por hectare, acima da projeção inicial de 3.050 quilos.

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Carlos Hugo Godinho, analista do Deral, observa que este ganho de produtividade (27% acima da safra passada) dificilmente acontece, devido à alta suscetibilidade das lavouras de trigo às intempéries, “o que geralmente ocasiona problemas regionais, ora nas lavouras mais precoces, ora nas mais tardias”.

Ele explica que apesar de a questão da heterogeneidade não ter sido diferente neste ano, as pequenas perdas de produtividade ocorridas no Norte Central do Paraná foram amplamente compensadas pelas produtividades bastante acima da média do Oeste, Sudoeste e Sul do estado, “não sendo raras nestas regiões de colheita mais tardia produtividades próximas de 4.000 quilos por hectare”.

A previsão do Deral é de produção de até 3,4 milhões de toneladas de trigo, volume 3% acima do colhido na safra passada. O ganho de produtividade compensou a redução de 19,2% na área plantada de trigo. Godinho ressalta que além da alta produtividade estadual, os relatos são de boa qualidade do produto colhido, ainda que a avaliação da qualidade feita apenas pelo PH não seja definitiva.

Em relação à comercialização, ele comenta que os preços recuaram nos últimos meses devido à entrada da safra. “Do final de agosto a hoje os valores diminuíram aproximadamente 20% em nosso acompanhamento diário, saindo da faixa de R$ 44,00 a saca de 60kg para a faixa dos R$ 35,00 registrados atualmente”, diz ele.

Godinho observa que neste mês, quando a disponibilidade da safra local atinge seu ápice, cessam as preocupações quanto à pressão da safra brasileira, porém haverá intensificação da colheita na Argentina. “Isto faz com que ainda não seja esperado um aumento nos preços, que só deverão ter espaço para uma retomada em fevereiro, em uma análise fundamentalista”, diz o analista.

Os levantamentos do Deral mostram que apesar de atualmente os preços, em média, não cobrirem os custos de produção, a comercialização da safra atingiu 41% do volume produzido nesta safra. Este desempenho está próximo da média (42% entre 2009 e 2015), “mas quebrou uma sequência de ganhos em volume comercializado que vinha desde 2012”, diz ele.

gustavo henrique leite mota piesanti

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