previsão do tempo
O retorno do El Niño está praticamente confirmado para o trimestre de maio a julho de 2026, com 62% de probabilidade. Dados da NOAA indicam que o fenômeno pode se estender até 2027, trazendo chuvas torrenciais para o Sul do Brasil e secas severas no Norte e Nordeste. O setor produtivo deve antecipar estratégias de manejo e seguro agrícola para mitigar prejuízos financeiros diante da anomalia térmica que pode atingir 2°C acima da média.
Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.
Acompanhe aqui todas as nossas cotações
O agronegócio brasileiro, que já não tem um minuto de paz com as oscilações do mercado, agora precisa olhar fixamente para o oceano. O retorno do El Niño não é mais uma suposição distante, mas uma realidade estatística que deve reconfigurar o mapa de produtividade nacional. De acordo com as projeções mais recentes, o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial deve ganhar força já no meio de 2026.
Os modelos da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) apontam que a transição climática será veloz. Se em maio a chance é de 62%, para o período entre junho e agosto o índice salta para impressionantes 79%. Ou seja, é bom preparar as galochas no Sul e os sistemas de irrigação no Nordeste, porque a natureza não pretende pedir licença.
Diferente de episódios passageiros, o retorno do El Niño atual promete fôlego longo. As análises indicam 91% de probabilidade de que as anomalias permaneçam ativas até o início de 2027.
Existe ainda o risco de 25% de enfrentarmos um evento de “forte intensidade”. Na linguagem dos cientistas, isso não significa necessariamente o apocalipse, mas sim uma “assinatura térmica” tão clara que os efeitos geográficos — como enchentes e secas — tornam-se quase inevitáveis. É a ciência confirmando que, quando o Pacífico esquenta mais de 2°C, o clima global decide sair do eixo.
O retorno do El Niño redesenha a dinâmica de umidade na América do Sul. No Sul do Brasil, a intensificação das correntes de jato deve despejar volumes de chuva muito acima da média histórica. Estados como Rio Grande do Sul e Paraná podem enfrentar tempestades severas e inundações, desafiando a infraestrutura das propriedades rurais.
Por outro lado, o Norte e o Nordeste sofrerão com a inibição da formação de nuvens. Nessas latitudes, o retorno do El Niño é sinônimo de céu limpo e solo seco, um cenário preocupante para a segurança hídrica e para o desenvolvimento das lavouras de sequeiro.
Com o retorno do El Niño à vista, a palavra de ordem é antecipação. Não adianta olhar para o céu quando a nuvem já está preta (ou quando o sol já rachou o solo).
Ironias à parte, o clima parece ser o único “sócio” do produtor que toma decisões sem consultar ninguém. Portanto, estar munido de dados técnicos é a única forma de não ser pego de surpresa por esse convidado indesejado que é o retorno do El Niño.
Imagem principal: IA.
Descubra como a nova tecnologia baseada em luz, patenteada pela Embrapa e UFC, reduz custos…
Uma mandioca gigante de 84 kg mobilizou uma força-tarefa em Schroeder, SC. Descubra como essa…
O sistema beef-on-dairy transforma bezerros de descarte em ativos valiosos. Entenda como essa integração entre…
Amamentação das baleias é um dos fenômenos mais impressionantes da natureza selvagem, envolvendo uma logística…
Acompanhe a atualização em tempo real do preço da soja nas principais praças do Brasil.…
Confira a tabela atualizada do preço do milho em 05/05/2026. Veja as cotações por saca…
This website uses cookies.