Em Chicago, milho recua mais de 1% nesta 3ª feira

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Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o mês de novembro em queda. Nesta terça-feira (1), as principais posições do cereal finalizaram o pregão com perdas entre 4,50 e 5,75 pontos, uma desvalorização de mais de 1%. O contrato dezembro/16 era cotado a US$ 3,49 por bushel, enquanto o março/17 operava a US$ 3,57 por bushel. O maio/17 fechou a sessão a US$ 3,65 por bushel. Os vencimentos recuaram pelo terceiro dia consecutivo no mercado internacional.

“Os preços recuaram em forte movimento de vendas por parte dos fundos em meio ao nervosismo sobre a eleição presidencial nos Estados Unidos, e a reunião do Federal Reserve, banco central americano, que acontece nesta quarta-feira (2)”, disse Bob Burgdorfer, editor e analista de mercado do portal Farm Futures.

Ainda nesta terça-feira, uma pesquisa da ABC News/Washington Post mostrou que o republicado Donald Trump está com 46% das intenções de voto, contra os 45% da democrata Hillary Clinton. Os americanos irão às urnas na próxima terça-feira (8).

Do mesmo modo, a Granoeste Corretora de Cereais reportou que, o avanço da colheita nos Estados Unidos e, o consequentemente, aumento na oferta também contribuiu para pressionar as cotações nesta terça-feira. Até o último domingo (30), cerca de 75% da área plantada já havia sido colhida, conforme números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta safra, a projeção é que sejam colhidas mais de 382 milhões de toneladas.

Por outro lado, a demanda continua sendo observada pelos investidores. Ainda nesta terça-feira, o USDA reportou a venda de 212,344 mil toneladas do cereal ao México. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2016/17. Ainda nesta segunda-feira (31), o órgão reportou a venda de 100,973 mil toneladas do cereal para Barbados, com entrega na campanha 2016/17.

Mercado brasileiro

Na BM&F Bovespa, as principais posições do cereal também recuaram nesta terça-feira (1). Os vencimentos da commodity exibiram desvalorizações entre 0,73% e 2,24%. O contrato novembro/16 era cotado a R$ 41,00 a saca e o janeiro/17 a R$ 41,00 a saca. Já o março/17 encerrou o dia a R$ 38,70 a saca.

Enquanto isso, no mercado brasileiro, a terça-feira foi novamente um dia de ligeiras movimentações aos preços do milho. De acordo com levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, o preço caiu 5,45% em Sorriso (MT), com a saca a R$ 26,00. Na região de Avaré (SP), o recuo foi de 4,12%, com a saca a R$ 34,19. Em São Gabriel do Oeste (MS), o valor caiu 3,23%, com a saca a R$ 30,00.

Em Itapeva (SP), a saca finalizou o dia a R$ 34,19, com desvalorização de 2,79%. Já em Mato Grosso, nas praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, a perda foi de 1,82%, com a saca a R$ 27,00. Nas demais praças, o dia foi de estabilidade. Em Paranaguá, a saca permaneceu inalterada em R$ 33,00.

A disputa entre compradores e vendedores continua no mercado doméstico, deixando os preços com ligeiras oscilações. Quando os preços sobem, os compradores saem do mercado e quando, as cotações recuam, os vendedores se ausentam dos negócios. Contudo, ainda é consenso entre os especialistas de que, o quadro entre oferta e demanda permanece ajustado e só deve ser modificado com a chegada da safrinha em 2017.

Exportações

Conforme dados reportados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) nesta terça-feira, as exportações de milho ficaram em 1,10 milhão de toneladas ao longo do mês de outubro. Em outubro de 2015, os embarques ficaram em 3,17 milhões de toneladas do cereal.

No acumulado do ano comercial, de 1 de fevereiro até 31 de outubro, as exportações de milho somam 15,43 milhões de toneladas, frente as 11,32 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior.

Dólar

A moeda norte-americana fechou o pregão a R$ 3,2412 na venda, com alta de 1,61%. Segundo a agência Reuters, o câmbio foi impulsionado pelos temores com a eleição dos Estados Unidos e antes do encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central americano, nesta quarta-feira. Os investidores continuam focados na possibilidade de aumento na taxa de juros no país.

Por: Fernanda Custódio

Fonte: Notícias Agrícolas

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