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Medo de geada inibe início do plantio do milho em RS

O trigo apresenta boa recuperação das lavouras e falta de sementes limita expansão de área do feijão primeira safra.

Os produtores gaúchos em sua maioria estão receosos de iniciar o plantio do milho no cedo, por causa dos prognósticos que apontam para o risco de geadas ainda em agosto. As informações são do boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4/8) pela Emater/RS-Ascar, órgão oficial de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho.

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Segundo os técnicos da Emater/RS, mesmo assim alguns agricultores já iniciaram a semeadura do milho, em função da perspectiva de seca no final da primavera. Eles dizem que a tendência é de aumento do plantio escalonado, com o produtor buscando escapar de alguns períodos de restrição hídrica, a fim de não comprometer toda a lavoura.

O informativo relata que os agricultores que obtêm renda com a comercialização de milho verde já iniciaram a semeadura, “no intuito claro de poder ofertar o mais cedo possível aos consumidores”. Os preços pagos aos produtores de milho no mercado gaúcho estão estabilizados em R$ 41 a saca de 60 kg.

No caso do trigo, as lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, com bom perfilhamento. Segundo os técnicos, a regularidade das chuvas e a aplicação das adubações nitrogenadas, proporcionaram a recuperação das lavouras, que sofreram com a baixa umidade do solo na época do plantio.

Eles comentam que as chuvas recentes, embora não abundantes, foram favoráveis à uniformidade da germinação das sementes nas áreas cultivadas no final do período recomendado. “As lavouras apresentam boas condições favoráveis, trazem uma boa expectativa de produtividade”, dizem eles.

Feijão

Os produtores de feijão começaram a procurar sementes para plantio da primeira safra. No Vale do Rio Pardo, município de Sobradinho, tradicional produtor de feijão do Estado, os agricultores estão pedindo de R$ 7,00 a R$ 9,00/kg de semente de feijão preto.

Há expectativa de manutenção das áreas de plantio em relação à safra passada, mas também existe a possibilidade de pequena redução, devido às dificuldades na aquisição de sementes e também por ser uma cultura que tem muito gasto com mão de obra no manejo, pós-colheita e na secagem.

Mesmo com a valorização, produtores rurais não vêm se mostrando interessados no plantio, mas apenas contando com semeaduras planejadas objetivando o consumo familiar e a comercialização de excedentes no mercado local.

FONTE: GLOBO RURAL. POR: VENILSON FERREIRA.

Cristina Crispa

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Cristina Crispa

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