O aumento de preços ao consumidor não possui justificativa.
O cultivo de hortaliças no Paraná não foi prejudicado pela queda de temperatura e geadas localizadas nesta semana, principalmente na macrorregião sul, onde se concentra 62% da área plantada. Segundo o coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt, embora a maior parte da produção esteja em regiões mais frias, muitos produtores fazem a proteção das folhosas, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor, afirma ele, em comunicado da Secretaria estadual de Agricultura.
O agrônomo acrescenta que as espécies que estão no campo agora são repolho, beterraba, cenoura, que não foram afetadas, além das folhosas, como alface, couve, almeirão e escarola que, em geral, têm cobertura para proteção. “Apenas a couve-flor, que é um pouco mais sensível, sofreu um pouco. Já o tomate, pepino e abobrinha são culturas da primavera-verão, portanto não estão no campo, e o reajuste de preços nestes casos é pura especulação”, garantiu. Na safra 2013/2014, o Paraná produziu 2,9 milhões de toneladas de hortaliças, em 114 mil hectares, movimentando aproximadamente R$ 3,3 bilhões. A Região Metropolitana de Curitiba responde por 38% do volume total de hortaliças, o que representa 36% do Valor Bruto da Produção (VBP), ou seja, R$ 1,2 bilhão. Depois vem a região norte com 28%, oeste/sudoeste com 8% e noroeste com 2%.
FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO.
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