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Paraná: Lavouras da região com mais soja e menos milho

Aproximadamente 35% da área destinada ao plantio de soja para a safra 2015/2016 já foi semeada na região Sudoeste do Paraná. Em relação ao milho, praticamente todo o plantio já foi realizado. A cultura de feijão já tem 50% plantado nos municípios pertencentes ao Núcleo da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de Pato Branco.

Os levantamentos foram apresentados nesta terça-feira (06) pelo engenheiro do Departamento de Economia Rural (DERAL), Josemar Banach Fonseca, acrescentando que, por exemplo, nos municípios de Mariópolis, Pato Branco, Itapejara do Oeste, Bom Sucesso do Sul e parte de Clevelândia, o percentual de plantio de soja já alcançou os 85% da área. Já na região mais ao sul, como Palmas e Coronel Domingos Soares, o percentual de semeadura se aproximada dos 10% das áreas. Em relação ao milho, 95% da área já está plantada nos 15 municípios da microrregião.

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Conforme ele, o ritmo no campo se intensifica nestes dias, visto que, em nível regional entre 15 de setembro e o final de outubro é a melhor janela para o plantio. “Quando na maioria dos municípios os produtores estarão encerrando a fase de plantio, na região de Palmas o trabalho estará apenas iniciando. Nestes municípios, por ser região mais fria, as atividades de semeadura se intensificam após o dia 20 de outubro e seguem até o final de novembro”, sinalizou.

Ao avaliar o cenário agrícola regional, destacou que os agricultores estão diminuindo consideravelmente o plantio de milho para deixar maior espaço para a soja. “A área de milho deverá ser aproximadamente 30% inferior neste ano, por conta dos preços de mercado”, garantiu.

Alertou que apesar de ser um risco para a qualidade futuro do solo pela falta de rotatividade de culturas, os agricultores estão pensando neste momento no aspecto financeiro, ampliando cada vez mais as lavouras com a oleaginosa, que deverá alcançar produtividade superior a um milhão de toneladas nesta safra. “No ano passado a região chegou aos 973 mil toneladas em função de algumas doenças que atacaram as plantações, mas neste ano, com um acréscimo nas áreas plantadas e o emprego de novas tecnologias, o volume deverá chegar a 1,02 milhões de toneladas”, projetou.

Fonte: RBJ. Autor: Ivan Cezar Fochzato.

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