Área de soja pode diminuir pela 1ª vez em dez anos

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A tomada de recursos para custeio da safra 2015/2016 a juros mais altos tende a fazer com que os bancos fiquem mais retraídos na concessão de crédito e, consequentemente, os investimentos dos produtores sejam racionalizados, o que significa plantar só nas regiões mais produtivas.

“Podemos enfrentar, pela primeira vez em dez anos, uma redução no plantio de soja no Brasil”, avalia o sócio diretor da Agroconsult, André Pessôa. Neste mês, o Ministério da Agricultura divulgou o Plano Safra para a próxima temporada, com um aumento de 20% no volume de recursos, aos R$ 187,7 bilhões, porém, a tarifas médias anuais de 8,75% – acréscimo de dois pontos percentuais em relação ao programa de 2014/2015. Além disso, há R$ 30 bilhões para financiamento a juros livres, comumente maiores que os fixados pela pasta.

Para esta temporada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta um crescimento de 5,7% ou 1,7 milhão de hectares a mais na área de soja, que é o destaque da safra de grãos. A produção da oleaginosa deve chegar a 96 milhões de toneladas, 11,5% maior que as 86,1 milhões de 2013/2014. A diminuição no plantio deve partir do Mato Grosso do Sul ao norte e seguirá pelo Matopiba, região que compreende o Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia.

Durante encontro com jornalistas, ontem (16), no Seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2015 e 2016, realizado pela BM&FBovespa, Pessôa estimou que, só com os custos de crédito rural, o produtor terá aumento de R$ 100 por hectare no desembolso para plantio de soja na safra. Considerados todos os fatores, os gastos podem subir 15%.

Milho

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Novamente, o País verá um recorde na segunda safra de milho, 2014/2015. Inicialmente, a Agroconsult trabalhava com o volume de 52,5 milhões de toneladas para a “safrinha”. “Vamos divulgar os números oficiais no ano que vem, mas já adianto que o viés é de alta”, diz Pessôa. Somadas as produções do primeiro e segundo período, o Brasil deve colher algo em torno de 83 milhões de toneladas do grão.

Segundo o diretor da Agroconsult, a boa notícia é que parte da colheita já está comercializada. Considerando o primeiro número divulgado sobre a produção, o volume de vendas já estava em 60%.

Fonte: DCI.


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