Inseminação artificial é caminho para desenvolvimento

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A pecuária brasileira necessita de mais investimentos em tecnologia para o seu desenvolvimento e um dos caminhos é a IA (Inseminação Artificial), que promove o melhoramento genético dos animais destinados para corte e produção de leite. As informações são da Alta Genetics, uma das maiores empresas de melhoramento genético do mundo. Para especialistas, a inseminação é um investimento garantido, mais barato, fácil de fazer e os resultados são superiores comparados aos métodos naturais.

 

De acordo com o gerente de mercado da Alta Genetics, Tiago Moreira Carrara, a IA está se tornando cada vez mais necessária para aumentar a produtividade dos rebanhos, mas muitos pecuaristas não utilizam a técnica porque desconhecem as vantagens e os custos. “Um animal bom, sem comprovação genética, custa no mínimo R$ 5 mil e emprenha até 30 vacas por ano”. Logo, para um rebanho de 300 vacas, são necessários 10 touros, resultando em gasto de aproximadamente R$ 50 mil. Segundo ele, com a inseminação, o criador pode emprenhar as mesmas vacas por cinco anos investindo menos de R$ 40 mil.

 

Dose de sêmen custa de R$ 20 até R$ 10 mil dependendo do animal Na Alta Genetics, a dose de sêmen custa cerca de R$ 20, porém, no banco da empresa, existem doses que podem custar até R$ 10 mil. Na Central há touros que produzem entre 30 e 40 mil doses de sêmen por ano, mas alguns produzem entre 80 e 90 mil, resultando em faturamento de mais de R$ 1 milhão anuais.

 

Atualmente, conforme Carrara, com metade do valor de compra de um touro sem comprovação, é possível adquirir o kit de inseminação e mais R$ 500 em sêmen de touros provados. “Com a utilização da IA, além do benefício econômico, o bezerro já nasce com valor agregado pelo melhoramento genético, que se reflete em maior produtividade em menor tempo”, considera.

 

Nos últimos cinco anos, de acordo com a ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), a utilização de sêmen de corte cresceu 110%, de gado leiteiro 35% e o mercado geral 72%. Conforme a Alta Genetics, este mercado cresceu em média 8% em 2013, correspondendo às expectativas do setor, uma vez que a ascensão foi de 12% no setor de leite e 6% em corte. Porém, mesmo diante das vantagens da IA, somente 10% das vacas são inseminadas no Brasil.

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Segundo a empresa, a quantia de fazendas com maior número de ruminantes tem aumentado e as propriedades rurais com menos de 30 animais, que representam mais de um milhão, têm se reduzido. “Não há negócio que se sustente com este pequeno volume de animais”. Para Carrara, sem gestão, uma fazenda não tem sustentabilidade. “A gestão é o nosso foco”, diz. Em 2013, a Alta Genetics comercializou cerca de 3,7 mi de doses de sêmen, sendo 60% de gado de corte e 40% de leite. “Este ano, com mais participação do Brasil no mercado externo, esperamos crescimento de 10% em média”, concluiu.

 

Fonte: Jornal O Estado MS.


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