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Uso de cães para fiscalização agropecuária

Brasil regulamenta uso de cães para fiscalização agropecuária.

Primeiros três animais serão selecionados nesta terça; eles podem identificar até 80 tipos de odores e ajudarão a barrar entrada irregular de alimentos.

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A partir de agora o Brasil poderá contar com o reforço de cães farejadores especializados na fiscalização agropecuária. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, assinou a portaria 74, que regulamenta o uso dos animais nas operações de fiscalização.

A assinatura do documento ocorreu na noite de segunda e teve a presença do cão Léo no gabinete do ministro, em Brasília. Ele trabalha com agentes no aeroporto de Brasília, ajudando a barrar a entrada de alimentos e até de pragas vegetais em voos que chegam no Brasil do exterior. Léo foi tietado no prédio do ministério, recebeu afagos e fez muitas fotos.

Segundo o coordenador geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Fernando Mendes, nesta terça-feira (27/11) deverão ser selecionados os três primeiros cães para serem treinados e atuarem nos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e em Belém (PA). Em dois anos, todos os cães poderão atuar nessa fiscalização.”

O Ministério Público do Distrito Federal vai doar, ao todo, 10 cães para serem treinados e destinados a atuar nos aeroportos do País. “É uma forma de reforçar a fiscalização sem impactar as operações dos terminais, pois as bagagens são farejadas antes de caírem nas esteiras dos aeroportos”, explicou Mendes. “

A portaria 74 estabelece ainda a construção do Centro Nacional de Cães de Detecção (CNCD) junto ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Os terminais de Guarulhos e do Galeão foram escolhidos pelo grande movimento de passageiros e o terminal Júlio Cesar Ribeiro, em Belém, para fazer o controle da entrada de frutas, evitando a disseminação da mosca da carambola. Segundo o ministério, os cães também deverão atuar nas fronteiras dos Estados que iniciarem a retirada da vacinação contra a febre aftosa, a partir do próximo ano: Acre, Rondônia e também no Paraná, para monitorar a entrada de produtos de origem animal e evitar a entrada da febre aftosa no País.

Faro aguçado

Os animais treinados para essas operações tem capacidade de reconhecer cerca de 80 tipos de odores diferentes, ajudando a evitar a entrada irregular de alimentos e até de pragas. “A versatilidade destes animais é considerada grande, já que são capazes de vistoriar também correspondência, cargas, drogas e explosivos. O cão pode trabalhar ao longo do dia, com pequenos intervalos”, afirmou o ministro Maggi.

POR: REDAÇÃO GLOBO RURAL. Foto: Divulgação/Mapa.

Cristina Crispa

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