Ultimas noticias do acidente da Chapecoense

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Leia abaixo: Perguntas e respostas sobre o acidente aéreo com a Chapecoense

O avião que levava a delegação da Associação Chapecoense de Futebol para a Colômbia caiu na manhã desta terça-feira (29) deixando 76 mortos. Estavam a bordo 81 pessoas, sendo 72 passageiros – entre membros da equipe e profissionais da imprensa – e mais nove membros da tripulação. Até o momento, há cinco sobreviventes. A tragédia chocou o Brasil.

O time estava a caminho de Medellín para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, nesta quarta-feira (30). A partida seria a mais importante da história do clube, fundado em 1973.

Chapecó, em Santa Catarina, é considerada a capital brasileira da agronindústria e é um município que cresceu ao redor do agronegócio. Uma reportagem da janeiro, da Folha de S. Paulo, mostrou que o incentivo e o patrocínio que o agronegócio vem dando a times de futebol, entre eles, a Chapecoense.

Agronegócio banca times de futebol no Sul e Centro-Oeste

Orçamentos enxutos, executivos de sucesso na iniciativa privada no comando e jogadores desconhecidos ganhando salários “realistas”.

Na contramão dos gigantes da bola, times pequenos bancados pelo agronegócio deixaram de ser surpresas e estão firmando uma nova realidade no futebol brasileiro.

A Chapecoense-SC, financiada com a ajuda da indústria da carne da cidade, e a Luverdense-MT, idealizada num dos principais centros produtores de soja do país, são os principais exemplos do novo modelo de sucesso.

Com orçamento de R$ 45 milhões neste ano (o do Flamengo é de R$ 400 milhões), o time catarinense vai medir forças pela terceira vez consecutiva com as milionárias equipes da Série A do Brasileiro.

Já a Luverdense, de Lucas do Rio Verde, cidade de cerca de 50 mil habitantes no interior de Mato Grosso, vai jogar a Série B pela terceira vez.

“Não tem segredo. O negócio é trabalhar com seriedade e não dar calote nem nos jogadores nem na sociedade. No futuro, todos os clubes terão que ser assim. Não cabem mais aventuras no futebol”, disse Neivor Canton, vice-presidente da Aurora, frigorífico que estampa seu logo no uniforme da Chapecoense.

Terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil, a companhia vai pagar R$ 3,5 milhões por ano ao time. A Caixa, que também financia o agronegócio, é o patrocinador principal -investe R$ 5 milhões.

O time também deve receber R$ 25 milhões da TV e outros R$ 5 milhões pagos pelos seus cerca de 8.000 sócios.

Apesar das receitas modestas, o time conseguiu ter sucesso dentro de campo (chegou às quartas de final da Copa Sul-Americana) e fechar com lucro nos últimos anos -em 2014, o superávit financeiro foi de R$ 877 mil.

A média salarial do elenco é de R$ 30 mil. Já o teto é R$ 100 mil mensais -ou 1/8 do salário de Fred, do Fluminense, de R$ 800 mil neste ano.

Desde 2008, quando os executivos da cidade decidiram investir no futebol seguindo o modelo adotado em suas empresas, a Chapecoense teve uma ascensão rápida. A equipe pulou da Série D para a A em cinco anos.

“Sempre fui otimista, mas nunca sonhei que chegaríamos tão longe”, afirmou o meia Neném, 33, que chegou à cidade de 200 mil habitantes em 2008 e participou da histórica arrancada do time.

Para este ano, os dirigentes querem manter a equipe na Série A e conquistar pela quinta vez o Catarinense.

Apesar das metas esportivas, os executivos não abrem mão do controle dos gastos.

No final do ano, eles mudaram o estatuto do clube para limitar o poder do presidente. Contratações de atletas e empréstimos bancários precisam ser aprovados também pelos conselheiros.

“Administramos o clube com responsabilidade fiscal”, disse o presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David De Nes Filho, o Maninho, ex-executivo do extinto frigorífico Chapecó, responsável por montar grandes times de vôlei na cidade nos anos 90.

LUVERDENSE

Comandado por dirigentes que são empresários do agronegócio na cidade, a Luverdense foi fundada em 2004 e já venceu duas vezes o Estadual do Mato Grosso.

Com uma média de 920 torcedores por jogo na Série B de 2015, o clube vai gastar cerca de R$ 10 milhões em 2016.

A remuneração dos jogadores é definida de acordo com o desempenho em campo. Se o atleta for titular em todas as partidas, pode receber até R$ 20 mil.

Já as contratações são definidas levando em consideração o esquema tático do time (4-4-1-1) estabelecido pelos cartolas. Veteranos, nem pensar. A idade média nesta temporada vai ser de 25 anos.

“Trabalhamos com a realidade. Não queremos enganar ninguém e não vendemos ilusão”, disse o diretor-executivo da Luverdense, Maico Gaúcho.

A principal fonte de receita é a venda de jogadores. O time da temporada passada foi praticamente desfeito. Este ano, o clube contratou pelo menos 15 novatos.

O objetivo é se manter na Série B. O salto para a Série A está planejado para acontecer até o final da década.

PETRÓLEO

Assim como agronegócio, o petróleo foi o combustível para uma série de clubes de cidades do interior sonharem com a elite do futebol brasileiro nos últimos anos.

Bancados por prefeituras de cidades beneficiadas pelos royalties do petróleo, alguns times chegaram a se destacar, mas não conseguiram se segurar no topo.

O Potiguar e o Baraúnas, ambos de Mossoró (RN), e o Coari, do Amazonas, chegaram a conquistar títulos estaduais. As duas cidades servem de base para a Petrobras.

Um dos principais centros da indústria do petróleo no país, Macaé (RJ) também investiu alto no futebol. O time chegou à Série B do Brasileiro em 2014, mas não resistiu à crise financeira da região.

Com dificuldade para receber os repasses do município, o time caiu de produção na reta final no ano passado e foi rebaixado para a Série C.

“Dinheiro demais também pode atrapalhar. O importante é saber gastar e conseguir se sustentar sem depender dos outros”, disse o presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David De Nes Filho, o Maninho.

O time manda os seus jogos no estádio municipal, mas não recebe verbas do governo. “O nosso modelo evita depender dos cofres públicos. Acreditamos que a prefeitura não precisa investir no futebol”, afirmou.

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O ACIDENTE AÉREO COM A CHAPECOENSE

 

Avião caiu na madrugada desta terça-feira (29), na Colômbia.

Motivos do acidente ainda são desconhecidos.

O avião que transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas para Medellín, na Colômbia, sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29), informam autoridades colombianas. O time disputaria uma das partidas da final da Copa Sul-Americana. Segundo informações preliminares, há mais de 70 mortos e seis sobreviventes.

O zagueiro Neto foi resgatado e chegou em estado crítico ao hospital. Outros sobreviventes são o goleiro Follman, o lateral Alan Ruschel, além do jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

O goleiro Danilo havia sido resgatado com vida, mas morreu no hospital, segundo a Cruz Vermelha.

Qual foi o motivo do acidente?

Os motivos do acidente ainda não foram totalmente esclarecidos.

O diretor da Aeronática Civil, Alfredo Bocanegra, afirmou à Rádio Nacional de Colômbia que, apesar do mau tempo no momento do acidente, o aeroporto funcionava normalmente e outros aviões pousaram sem transtornos. Portanto, segundo ele, foram falhas elétricas que causaram a queda da aeronave. “O piloto reportou falhas elétricas graves à torre de controle do aeroporto”, afirmou à rádio.

Mais cedo, a imprensa colombiana chegou a cogitar falta de combustível como causa do acidente, mas também informou que o piloto despejou combustível após perceber que o avião iria cair.

O que aconteceu antes da queda?

O site que acompanha o tráfego aéreo mundial Flight Radar 24, que permite rastrear as aeronaves em tempo real, mostra que o voo LaMia CP-2933 deu duas órbitas no ar, antes de começar a reduzir velocidade e altitude e cair próximo à região de Rionegro.

O piloto fez dois círculos a uma altitude de 21 mil pés (6 mil metros de altitude), a uma velocidade média 250 nós (cerca de 460 km/h). Em seguida, o avião diminuiu a velocidade e altitude gradativamente. O último sinal do voo 2933 foi recebido quando estava a 4.739 metros.

Especialistas em aviação dizem que as voltas dadas no ar mostrariam que o piloto iniciava uma preparação para o pouso, ou esperava a preparação do aeroporto para receber a aeronave. Ele também poderia ter usado o tempo das duas órbitas no ar para pensar sobre o que poderia fazer naquela situação. O G1 apurou com autoridades militares brasileiras na Colômbia que o avião caiu quando se preparava para o pouso, a 30 km da pista de Rionegro.

“O piloto reportou falhas elétricas graves à torre de controle do Aeroporto em Santa Cruz de La Sierra na Bolívia. A última comunicação com a torre de controle do aeroporto de Rionegro foi quando se deu a autorização para pousar”, disse Alfredo Bocanegra, da Aeronáutica Civil colombiana.

Onde ocorreu a queda?

O acidente ocorreu na Serra El Gordo, zona rural do municipio de La Unión, em Antioquia. O local fica a 2.500 metros de altitude.

Como era a aeronave?

O avião Avro RJ85 tinha 17 anos e 8 meses de uso e pertencia a uma empresa venezuelana que operava na Bolívia.

O avião foi fabricado por uma empresa que atualmente faz parte da britânica BAE Systems. Ela está focada em voos não regulares (charter), com o objetivo de permitir o desenvolvimento de atividades no país e no exterior, com aeronaves de grande porte – de passageiros e de carga.

Por que a Anac vetou o fretamento do voo que levaria o time da Chapecoense para Medellín?

A equipe da Chapecoense embarcaria para Medellín, na Colômbia, nesta segunda-feira (28), em um voo fretado partindo do aeroporto de Guarulhos. No entanto, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vetou o fretamento, e o planejamento foi alterado, segundo o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon.

“Esse avião teve um pedido de voo indeferido da Anac porque há acordos internacionais que quando há um fretamento de uma equipe – no caso – brasileira, ou é para o destino, uma empresa colombiana ou uma empresa brasileira. Por causa desse impasse, esse avião acabou esperando lá em Santa Cruz [de la Sierra]. A equipe brasileira embarcou aqui [em São Paulo] por volta de 16h, atrasado, em um voo regular da Boa, uma empresa boliviana regular, chegando lá em Santa Cruz, eles fizeram o traslado para [esse voo]”.

Em nota, a Anac confirmou que foi solicitado voo da empresa boliviana LaMia Corporation para transporte do time de futebol Chapecoense para a Colômbia, e que o pedido foi negado com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e na Convenção de Chicago, que trata dos acordos de serviços aéreos entre os países.

“O acordo com a Bolívia, no caso, não prevê operações tais como a solicitada. O solicitante foi avisado, na negativa, que a operação só poderia ser realizada por empresa brasileira ou colombiana, nos termos dos acordos internacionais em vigor. A Anac se solidariza com os familiares.”

Quantos sobreviveram até agora?

Segundo a Aeronáutica Civil da Colômbia, os seis sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Neto e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

Quantas pessoas estavam a bordo?

Segundo autoridades colombianas, o avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes.  No entanto, a lista inclui quatro que não embarcaram e estão vivos. Não há confirmação se outras pessoas viajaram no lugar deles.

Quem estava a bordo?

— Delegação da Chapecoense

Alan Luciano Ruschel(lateral): primeiro a ser resgatado, o atleta foi levado para o Hospital de La Ceral; de acordo com o Bom Dia Brasil, o jogador chegou em estado de choque e perguntando pela família. Ruschel teve múltiplas fraturas nos braços e nas pernas e também uma lesão na coluna (região lombar). Trabalha-se com a possibilidade de que a medula tenha sido atingida. Ele passou por cirurgia.

Ananias Eloi Castro Monteiro, o Ananias (meia): o jogador de 27 anos teve passagens pelo Bahia, Portuguesa, Cruzeiro, Palmeiras e Sport.

Arthur Brasialiano Maia (meia): o alagoano Arthur Brasiliano Maia, de 24 anos, era jogador do Vitória emprestado à Chapecoense.

Bruno Rangel Domingues (atacante): nascido em Campos dos Goytacazes (RJ), Bruno Rangel Domingues, de 34 anos, passou por times como Paysandu e Joinville antes da Chapecoense. Maior artilheiro da história da Chapecoense, com 77 gols.

Aílton Cesar Junior Alves da Silva, o Canela (atacante): o jogador Ailton Cesar Junior Alves da Silva, o Canela, de 22 anos, nasceu em Matão (SP). Antes da Chapecoense, passou pelo Botafogo de Ribeirão Preto.

Cleber Santana Loureiro (meia): o capitão do time tem 36 anos iniciou a carreira no Sport (PE) e passou por Vitória, Santos, São Paulo, Atlético Paranaense, Avaí, Flamengo, Criciúma, o japonês Kashiwa Reysol, e os espanhóis Atlético de Madrid e Mallorca. Nascido em Abreu e Lima, deixa dois filhos, um de 14, outro de 11 anos.

Marcos Danilo Padilha (goleiro): o jogador de 31 anos foi resgatado com vida e levado ao hospital San Vicente Fundación. A Cruz Vermelha informou que Marcos Danilo não resistiu aos ferimentos.

Dener Assunção Braz (lateral): jogador nascido em Bagé (RS), de 25 anos, passou por clubes como Grêmio e Veranópolis

Filipe José Machado (zagueiro): o atleta de 32 anos teve passagens por Internacional, Fluminense e clubes do exterior

Jakson Ragnar Follmann (goleiro): foi resgatado com vida e levado ao hospital San Vicente Fundación. De acordo com o Bom Dia Brasil, o goleiro reserva teve uma perna amputada.

José Paiva, o Gil (volante): o jogador de 29 anos passou por clubes como Coritiba, Santo André, Vitória, Ponte Preta, Santa Cruz e Mogi Mirim.

Guilherme Gimenez de Souza, o Gimenez (lateral e volante): antes da Chapecoense, passou por Goiás e Botafogo de Ribeirão Preto, onde nasceu. Tinha 21 anos e deixa mulher e uma filha de dois anos.

Everton Kempes dos Santos Gonçalves (atacante): o jogador de 31 anos nasceu em de Carpina, na Mata Norte de Pernambuco, tem passagem pela Portuguesa, pelo Vitória, Ceará, América Mineiro, e pelos japoneses Cerezo Osaka e JEF United Ichihara Chiba.

Lucas Gomes da Silva (atacante): o jogador de 26 anos nasceu em Bragança, nordeste do Pará. Foi revelado pelo Bragantino, passou por São Raimundo-PA, Trem-AP, Castanhal-PA, Ananindeua-PA, Londrina, Sampaio Corrêa, Tuna Luso, Icasa e Fluminense.

Matheus Bitencourt da Silva, o Matheus Biteco (volante): o porto-alegrense de 21 anos era o caçula dos “irmãos Biteco” – o mais velho, Guilherme Biteco, é meia-atacante que atualmente está no Ceará. Matheus começou no Grêmio e jogou nas categorias de base da seleção brasileira.

Hélio Hermito Zampier Neto, o Neto (zagueiro): foi resgatado com vida e levado ao hospital. Segundo o Globo Esporte, o jogador estava consciente, mas com muitos ferimentos, principalmente no rosto. O Bom Dia Brasil informou que o estado do jogador é grave devido a um trauma cranioencefálico.

Sérgio Manoel Barbosa Santos (volante): o jogador de27 anoshavia chegado neste ano à Chapecoense. Antes, estava no Água Santa, no interior de São Paulo. Recentemente, ele marcou seu segundo gol pelo novo clube e comemorava a nova fase após lesões sérias.

William Thiego de Jesus, o Thiego (zagueiro): nascido em Aracaju, tinha 30 anos e despontou no Grêmio. Passou ainda pelo Kyoto Sanga, do Japão, Bahia, Ceará, Figueirense, e Khazar, do Azerbaijão, antes de finalmente chegar à Chapecoense. Thiego estava perto de acertar com o Santos para a próxima temporada.

Tiago da Rocha

Josimar

Marcelo Augusto

Mateus Lucena dos Santos

Luiz Cezar Martins Cunha: membro da comissão técnica do clube

Sérgio Luis Ferreira de Jesus: massagista do clube

Anderson Donizette

Adriano Wulff Bitencourt: membro da comissão técnica do clube

Cleberson Fernando da Silva: membro da comissão técnica do clube

Emersson Fabio Di Domenico, o Chinho di Domenico: supervisor da Chapecoense

Eduardo Luiz Preuss, o Cadu: membro da comissão técnica do clube

Mauro Luiz Stumpf: vice-presidente de futebol da Chapecoense

Sandro Luiz Pallaoro: presidente da Chapecoense

Nilson Folle Junior: membro da diretoria do clube

Decio Sebastião Burtet Filho: membro da diretoria do clube

Jandir Bordignon: membro da diretoria do clube

Gilberto Pace Thomas: assessor de imrpensa do clube

Mauro Dal Bello: membro da diretoria do clube

Edir Félix De Marco: membro da diretoria do clube

Daví Barela Dávi: empresário, viajava como convidado da direção do clube

Ricardo Philippi Porto: membro da diretoria do clube

Delfim Pádua Peixoto Filho: presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF) há 27 anos, ele tinha 72 anos e nascera em Itajaí. Foi deputado estadual entre 1971 e 1983 pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Comandava a FCF desde 1985 e é um dos vice-presidentes da Federação Brasileira de Futebol (CBF).

Luiz Carlos Saroli, o Caio Júnior (técnico): Luiz Carlos Saroli, conhecido como Caio Júnior, ex-jogador com passagens por Grêmio, Internacional e Paraná, dentre outros, começou a carreira de técnico em 2000. Na função, passou por clubes como Palmeiras, Flamengo, Grêmio, Bahia, Vitória e Criciúma

Anderson Roberto Martins, o Boião: preparador de goleiros

Eduardo de Castro Filho, o Duca: auxiliar técnico

Marcio Bestene Koury: médico do time

Anderson Rodrigues Paixão Araújo (preparador físico): com filho do ex-preparador físico Paulo Paixão, que integrou a comissão técnica do Brasil que conquistou a Copa do Mundo de 2002, Anderson tem 37 anos.

Luiz Felipe Grohs, o Pipe Grohs: analista de desempenho do time

Rafael Correa Gobbato: fisioterapeuta da equipe

— Profissionais de imprensa

Guilherme Marques, da Globo: repórter

Ari Ferreira de Araújo Júnior, o Ari Júnior, da Globo: o cinegrafista de 48 anos trabalhou na TV Anhanguera de fevereiro de 1996 a novembro de 1997. Desde então, trabalhava na TV Globo no Rio de Janeiro, onde integrava a equipe do programa Planeta Extremo.

Guilherme Laars, da Globo: produtor

Giovane Klein Victória, da RBS: repórter da RBS TV, afiliada da TV Globo, de Florianópolis

Bruno Mauri da Silva, da RBS: técnico da RBS, afiliada da TV Globo, de Florianópolis

Djalma Araújo Neto, da RBS: cinegrafista da RBS TV, afiliada da TV Globo, de Florianópolis

André Podiacki: repórter do jornal “Diário Catarinense”

Laion Espíndola, do Globo Esporte: repórter

Victorino Chermont, da Fox: repórter dos canais Fox Sports

Rodrigo Santana Gonçalves, da Fox: repórter cinematográfico dos canais Fox Sports

Devair Paschoalon, o Deva Pascovicci, da Fox: narrador dos canais Fox Sports

Lilacio Pereira Jr., da Fox: coordenador de transmissões externas dos canais Fox Sports

Paulo Clement, da Fox: jornalista ds canais Fox Sports

Mário Sérgio, da Fox: ex-jogador e ex-técnico de futebol, atualmente era comentarista nos canais Fox Sports.

Renan Agnolin: repórter da rádio Oeste Capital, de Chapecó

Fernando Schardong: narrador da rádio Chapecó

Edson Ebeliny: repórter setorista da Chapecoense pela Super Condá

Gelson Galiotto: narrador da rádio Super Condá, de Chapecó

Douglas Dorneles: repórter esportivo da Rádio Chapecó

Jacir Biavatti: comentarista esportivo da RIC TV; viajou para fazer cobertura a cobertura pela rádio Vang FM

Rafael Henzel: jornalista da rádio Oeste Capital, de Chapecó, foi resgatado com vida e levado ao Hospital de La Ceja. De acordo com o Bom Dia Brasil, ele teve lesões vertebrais mas sua condição é estável.

—Tripulação

Miguel Quiroga: piloto

Ovar Goytia: piloto

Sisy Arias: copiloto

Romel Vacaflores: assistente de voo

Ximena Suarez: auxiliar de voo foi resgatada com vida e levada à clínica Somer de Rionegro.

Alex Quispe

Gustavo Encina: representante da companhia aérea LamiaErwin Tumiri: técnico da aeronave, foi resgatado com vida e levado à clínica Somer de Rionegro.

Angel Lugo: técnico da aeronave

Como foi feita a operação de resgate?

Uma operação de emergência foi ativada para atender ao acidente. A Força Aérea Colombiana dispôs helicópteros para ajudar em trabalhos de resgate, mas missões de voos foram abortadas nesta madrugada por causa das condições climáticas. Choveu muito na região na noite de segunda, o que reduziu muito a visibilidade. Equipes chegaram ao local do acidente por terra, mas o acesso à região montanhosa é difícil e a remoção é lenta.

Quais foram as medidas tomadas no Brasil após a notícia?

O presidente Michel Temer decretou luto de três dias em razão da tragédia com o avião que transportava o time da Chapecoense para Medellín, na Colômbia. Em nota oficial, o chefe do Executivo lamentou o acidente aéreo e ofereceu assistência do governo federal aos familiares das vítimas.

A CBF vai enviar um avião com advogados e médicos para Medellín, na Colômbia. O objetivo é ajudar nos trâmites burocráticos para liberação de corpos e traslado para o Brasil. A entidade também está em contato com Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Defesa.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) está à disposição para contribuir com a autoridade colombiana de investigação.

Como ficaram os jogos previstos?

A final da Copa Sul-Americana, que seria disputada entre a Chapecoense e o Atlético Nacional, foi suspensa. 

Quanto aos campeonatos de futebol, a CBF decretou luto oficial por sete dias e adiou todas as partidas previstas para o calendário do futebol brasileiro por este período: Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro da Série A e Copa do Brasil Sub-20.

A partida de volta da decisão da Copa do Brasil, entre Grêmio e Atlético Mineiro, ocorrerá no dia 7 de dezembro, às 21h45. A rodada final da Série A do Brasileirão será realizada no domingo, dia 11 de dezembro, às 17h. A final da Copa do Brasil Sub-20, entre Bahia e São Paulo, será realizada no dia 8 de dezembro, às 21h15.

Sobreviventes estavam fora da fuselagem de avião da Chapecoense.

Maior parte dos corpos ficou presa nos destroços do avião que levava a delegação da Chapecoense e caiu na região de Medellín, na Colômbia.

Os seis sobreviventes do acidente aéreo que matou a delegação da Chapecoense na região de Medellín, na Colômbia, foram encontrados pela equipe de resgate fora da fuselagem do avião. A informação foi confirmada a VEJA pela equipe da Aeronáutica Civil (Aerocivil) colombiana, responsável pelo comando das investigações, e que está no local. Segundo o presidente colombiano Juan Manuel Santos, dois estão em estado grave.

Na fuselagem mais preservada após o impacto no solo foram encontrados 70% dos corpos. Os outros 30% dos passageiros e tripulantes, entre eles os sobreviventes, estavam no terreno ao redor, o que sugere que teriam sido arremessados. Os destroços ficaram espalhados num raio de cerca de 500 metros, e a caixa-preta ainda não foi localizada.

Segundo a Unidade Nacional para Gestão de Risco de Desastres, já foram resgatados mais de 50 corpos da zona de impacto.

O avião caiu no Cerro Gordo, uma região montanhosa de clima frio, na Antioquia, onde se cultivam flores para exportação e o mercado interno da Colômbia. O local fica entre os municípios de La Ceja e La Unión, a cerca de 40 quilômetros de Medellín.

O avião da Lamia, empresa de origem venezuelana que operava da Bolívia, havia sido fretado pela Chapecoense para levar a equipe e jornalistas de Santa Cruz de La Sierra a Medellín. O modelo britânico Avro RJ85, de matrícula CP2933, transportava 81 passageiros, dos quais 75 morreram. A aeronave tinha mais de dezessete anos de uso. A principal hipótese é de pane elétrica. Também se investiga falta de combustível.

Fonte: Notícias Agrícolas, Folha de são Paulo, G1 e Veja Online.


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