Marcas de tratores têm linhas fashion

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Marcas de tratores têm linhas fashion conhecidas como grifes do campo.

Empresas lançam peças de vestuário e réplicas em miniatura de máquinas.

Família de Ibiúna comprou R$ 600 em produtos em estande da Agrishow.

 

Que tal usar uma bota assinada por um estilista de uma marca que fabrica tratores, ou uma camisa confeccionada por uma indústria de colheitadeiras? Na Agrishow em Ribeirão Preto (SP), um segmento chama a atenção dos frequentadores da feira: o de vestuário.

 

A procura por itens fashion como bonés, chapéus, bolsas e até miniaturas de máquinas agrícolas fez com que as grandes fabricantes desenvolvessem suas próprias grifes. O resultado é que as peças passaram a ser disputadas.

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Há cinco anos, uma tradicional empresa de máquinas agrícolas começou a produzir roupas e produtos para os funcionários. Logo depois, segundo a gerente de marketing da companhia, Karoline Caetano, a empresa percebeu que tinha potencial para entrar no mercado com vendas de roupas e acessórios para o grande público. “Nosso objetivo é conquistar a família. O pai vem comprar uma máquina, enquanto a mulher dele e os filhos fazem as compras na loja”, explica.

 

De acordo com Karoline, além das mercadorias, como a bota de couro de R$ 100 e os chapéus, que são o carro-chefe da empresa, a marca resolveu inovar e levar o mundo fashion para o universo do agronegócio. Em meio às tecnológicas máquinas agrícolas, um desfile com roupas e acessórios de moda feminina, masculina e infantil foi a jogada para atrair mais clientes.

 

Outra empresa que participa da Agrishow com equipamentos para construção está há um ano no mercado de souvenirs. Segundo o diretor geral da companhia na América Latina, Roque Reis, a ideia foi oferecer aos visitantes produtos que não os deixassem se esquecer da marca. Nécessaires, relógios, óculos, roupas infantis e femininas fazem parte da linha. Os preços variam de R$ 5 a R$ 400.

 

Um fabricante especializado em tratores está há 15 anos trabalhando produtos com a cara da marca. De acordo com a gerente de marketing da companhia, Cristiane Masina, o objetivo é levar às pessoas algo que todos possam usufruir, independente de serem do campo ou da cidade. A marca também apostou em produtos eletrônicos como fones de ouvido e caixinhas de som, tudo para agradar cada vez mais os clientes.

 

O agricultor de Ibitinga (SP), Daniel Fávero, de 33 anos, não se conteve e acabou comprando um chapéu de R$ 60 em uma das lojas, durante vista à feira. “Já conheço a marca desde a época do meu avô, não tem como não gostar dos produtos, a gente sai daqui com coisa boa”, diz.

 

Já a produtora rural de Ibiúna (SP), Edna Aparecida Leite, de 38 anos, veio pela terceira vez à Agrishow e aproveitou para trazer quase toda a família para passear e comprar alguns souvenirs do evento. Ela e as outras 12 pessoas da família gastaram cerca de R$ 600 em produtos como bonés, chaveiros e presentes para quem não pode vir à feira. “Não tem como vir até aqui e não dar uma passadinha na loja para ver as novidades e o que tem de bom”, afirma.

 

Quem gostou de vir à Agrishow foi o filho dela, Rafael Vieira Leite, de 7 anos. O garoto ganhou uma miniatura de uma carreta e outra de um trator. “No sítio temos outros tratores, já que eles têm os grandes, eu tenho que ter o pequeno, aí quando eu crescer, eu vou poder pilotar como eles”, conta entusiasmado.

 

Fonte: G1 Ribeirão e Franca.


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