Estudos de emissão de gases de efeito estufa
Estudos brasileiros em emissão de gases de efeito estufa são apresentados no Uruguai.
Nos dias 19 e 20 de junho, a Aliança Global de Pesquisa sobre Gases de Efeito Estufa de origem agrícola (GRA- http://www.globalresearchalliance.org), realizou um workshop internacional sobre Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Arroz Irrigado por Inundação, em Montevidéu, Uruguai, com o intuito de fornecer aos cientistas sul americanos uma atualização de boas práticas em medições de emissões de GEE em arroz irrigado, bem como compartilhar perspectivas nacionais, regionais e internacionais sobre os esforços de mensurações de gases em ecossistemas orizícolas.
Magda Lima, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) apresentou estimativas de emissão de metano por setor no Brasil para o ano de 2005, apontando que as emissões por fermentação entérica por ruminantes corresponderam a 63% do total das emissões de metano (CH4) e as provenientes de dejetos animais, 4%, conforme dados do 2º. Inventário Nacional de Emissão de Gases de Efeito Estufa. Conforme a pesquisadora, “este evento foi uma oportunidade de discutir a viabilidade de um projeto multidisciplinar, envolvendo membros da GRA e de outros países latino americanos”.
Também mostrou dados de emissões nacionais de oxido nitroso (N2O) e de dióxido de carbono (CO2) para os anos 1990 e 2005, além de um quadro da distribuição do plantio de arroz no país e resultados das estimativas de emissão de CH4 por região do país.
Além disso, Magda apresentou os métodos de coleta e de análise de gases praticados pelas principais equipes brasileiras neste tema, bem como os sistemas de produção estudados até o presente nas regiões sudeste e sul envolvendo, por exemplo, estudos sobre efeitos do manejo de água contínuo e intermitente na emissão de CH4, sistemas de plantio e manejo de plantas (transplantio, pré-germinado, sistemas de plantio direto e convencional, cultivo mínimo) e estudos comparando diferentes cultivares, condições diversas de solo e clima, efeito de fertilizantes e adições orgânicas.
Vários resultados foram apresentados sobre as mensurações realizadas no país, assim como sobre a experiência com o simulador Decomposition Denitrification (DNDC) para a área de estudo localizada em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo.
A pesquisadora finalizou sua apresentação pontuando perspectivas para estudos futuros, como desenvolvimento de fatores de escala de emissão de CH4, estruturação de bases de dados de variáveis específicas para inventários de emissão de GEE e para propósito de simulação, geoprocessamento como ferramenta para inventários nacionais, medidas automatizadas de CH4, comparação entre métodos de câmara fechada e métodos meteorológicos, estudos microbiológicos, validação de simuladores, para outras áreas e sistemas de produção.
Como complementação a esses estudos, o periódico brasileiro Tópicos de Ciência do Solo publicou uma revisão sobre o tema de emissão de CH4 em arroz irrigado por inundação, de autoria de Magda Lima e Maria Conceição Pessoa, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e de Omar Vilella, pesquisador da Agencia Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).
Fonte: Embrapa Meio Ambiente.

