Preços do milho mantêm recordes de alta

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Preços do milho mantêm recordes de alta com limitação na oferta.

O cenário não foi alterado no mercado brasileiro de milho nesta semana. O quadro segue de preços muito firmes, recordes, avançando gradualmente, ainda que de forma mais lenta, diante da oferta limitada nas regiões.

O foco do mercado nacional continua sendo na colheita, comercialização e transporte da soja, e o milho fica em segundo plano, o que restringe a disponibilidade do cereal para os compradores e as cotações reagem. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, os sinais do quadro de abastecimento extremamente ajustado são mais do que óbvios, mesmo que possam se confundir com a volatilidade cambial ou das cotações na Bolsa de Chicago.

Ele comenta que os preços internos estão muito acima dos níveis de porto para mostrar uma referência de câmbio e Chicago sobre o mercado interno brasileiro. “O que está comandando os preços internos é a questão do abastecimento, o posicionamento de estoques nos consumidores e as colheitas regionais. Ao mesmo tempo, ainda é difícil uma importação de milho diante dos seus custos, frente aos preços internos”, comenta. Desta forma, o mercado interno parece caro, mas ainda é mais acessível do que uma importação.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (11 de março) e a quinta-feira (18 de março), o preço do milho em Campinas/CIF subiu na venda de R$ 97,00 para R$ 98,00 a saca, elevação de 1,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou na venda de R$ 92,00 para R$ 94,00 a saca, alta de 2,2%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 85,00 para R$ 88,00 a saca, alta de 3,5%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação avançou de R$ 75,00 para R$ 77,00 a saca, elevação de 2,7% no balanço semanal. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, a cotação passou de R$ 86,00 para R$ 87,00 a saca, subida de 1,2%.

Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações do milho subiram de R$ 81,00 para R$ 82,00 a saca, alta de 1,2%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado avançou no comparativo de R$ 80,00 para R$ 81,00 a saca, subindo 1,2%.

Fonte: Agência SAFRAS.


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