Indicador cotação boi, suínos, frango, soja e milho

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Análises CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

BOI/CEPEA: Cotações oscilam durante o mês, mas encerram período em alta

Os preços da arroba do boi gordo oscilaram por quase todo o mês de agosto, devido à entrada e saída de operadores do mercado no período. O intervalo entre os valores ofertados também foi bastante amplo, refletindo as diferenças entre os lotes negociados. A lacuna entre as cotações mínima e máxima também foi influenciada pelo volume de animais comercializados durante o mês, que também variou. No final do período, porém, os preços passaram a subir, impulsionados pela baixa oferta de boi gordo para abate. Assim, no acumulado parcial de agosto (31 de julho a 27 de agosto), o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 registrou alta de 2,68%, fechando a R$ 156,90 no dia 27.

SUÍNOS/CEPEA: Consumo doméstico enfraquecido pressiona valores da carne

O baixo ritmo das vendas de carne suína no mercado doméstico e a consequente dificuldade em diminuir os estoques pressionaram os valores da proteína na parcial de agosto (até o dia 27) frente às cotações médias registradas em julho. No entanto, apesar da forte retração no comparativo mensal, os preços pagos pela carne ainda superam, em termos nominais, aqueles observados no mesmo período do ano passado. Na parcial do mês, as carcaças comum e especial tiveram preços médios de R$ 6,48/kg e de R$ 6,64/kg no atacado da Grande São Paulo, valores 14,8% e 16,2% menores, respectivamente, do que os verificados em julho. Segundo colaboradores do Cepea, além da menor procura pela carne suína em agosto, a concorrência com a proteína produzida nos estados do Sul do País também pressionou as cotações em São Paulo. Quanto aos cortes e ao animal vivo, também se desvalorizaram. Os preços do animal registraram as maiores quedas em Patos de Minas (MG) e no Sul de MG, de 16,2% e de 16,1%, respectivamente, com negócios a R$ 4,53/kg e a R$ 4,52/kg, na média do mês.

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FRANGO/CEPEA: Com baixo ritmo de vendas, carne se desvaloriza

Os preços médios mensais da carne de frango recuaram em agosto em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo a baixa liquidez no mercado doméstico, que tem levado ao acúmulo de estoques nos frigoríficos. Até mesmo nas praças tipicamente exportadoras, concentradas no Sul do País, as cotações caíram, visto que o ritmo de embarques da proteína esteve baixo no período – conforme dados da Secex, a média diária de embarques nos primeiros 17 dias úteis do mês foi a segunda menor deste ano. Na parcial de agosto (até o dia 27), tanto o frango inteiro congelado quanto o resfriado tiveram preço médio de R$ 4,43/kg no atacado da Grande São Paulo, 4,1% e 3,9% abaixo, respectivamente, do que aqueles observados em julho. Em Toledo (PR), por sua vez, as quedas foram de 1,9% e de 2,9%, na mesma comparação, com o produto congelado fechando com média de R$ 5,08, e o resfriado, de R$ 4,94.

FARELO DE SOJA/CEPEA: Altas do dólar e da demanda interna elevam preços no BR

O farelo de soja se valorizou no mercado brasileiro em agosto. As altas dos preços do derivado estiveram atreladas à firme demanda por parte de avicultores e suinocultores, à apreciação do dólar frente ao Real e à expressiva alta dos preços domésticos da soja em grão, que, por sua vez, reflete o baixo excedente interno. No dia 27, a média da moeda norte-americana foi de R$ 4,15, 9,2% maior do que a do dia 31 de julho e também o maior patamar desde 14 de setembro de 2018. No mesmo comparativo, o preço médio do derivado subiu 2,3% na região de Campinas (SP), a R$ 1.242,45/tonelada no dia 27. Quando considerada a média das regiões acompanhadas pelo Cepea, a alta foi de 3,7% entre os dias 31 de julho e 27 de agosto. A valorização do farelo só não foi mais intensa por conta da elevada demanda por óleo de soja para a produção de biodiesel, fator que pode resultar em excedente de farelo no mercado, visto que de cada tonelada de soja em grão esmagada são produzidos 78% de farelo e 19% de óleo.

MILHO/CEPEA: Apesar das oscilações, Indicador avança em agosto

As desvalorizações internacionais do milho no início de agosto afastaram compradores brasileiros do mercado doméstico, pressionando as cotações do cereal. Já na segunda metade do mês, os valores internos passaram a subir, impulsionados pelas altas externas (CME Group) e pela apreciação do dólar frente ao Real, o que acabou levando produtores nacionais a recuar, na expectativa de altas mais significativas. Além disso, incertezas quanto ao desenvolvimento da safra dos Estados Unidos e as tensões comerciais entre o país norte-americano e a China elevaram a demanda pelo cereal brasileiro no período. Nesse cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou alta de 1,5% no acumulado de agosto (31 de julho a 27 de agosto), fechando a R$ 36,62/saca de 60 kg no dia 27.

Textos elaborados pela Equipe Cepea.


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