Cepea: Indicador cotação boi, suínos e frango
BOI/CEPEA: Menor oferta mantém preço firme neste mês.
Os preços da arroba de boi gordo estão firmes neste mês. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) fechou a R$ 154,81 nessa quarta-feira, 17, alta de 1,71% no acumulado parcial do mês. Os valores têm sido sustentados pela baixa oferta de animais para abate. Com isso, os preços no atacado também tem se mantido firmes. Quanto às exportações, desde agosto, o preço médio pago por tonelada do produto in natura (desossado) registra média acima de R$ 15 mil, de acordo com dados da Secex.
Em setembro, a média chegou ao recorde de R$ 17.767/t e, em janeiro, apesar de ter baixado para R$ 15.850/t, é ainda bastante superior ao preço de janeiro de outros anos – no comparativo com 2015, por exemplo, o avanço é de 36%. Em 2015, o preço médio, também em reais, esteve 30% superior à média de 2014, com o quilo a R$ 14,41. Apenas como comparativo, a carcaça casada com osso no atacado da Grande São Paulo teve média (valores atualizados pelo IGP-DI de jan/16) de R$ 10,07/kg em 2015.
SUÍNOS/CEPEA: Cotação interna começa a se recuperar.
Depois de ter atingido volume recorde para um mês de janeiro, as exportações de carne suína seguem em ritmo acelerado em fevereiro, o que tem animado o setor. De acordo com dados da Secex, até a segunda semana deste mês, a média diária de embarques foi de 2,9 mil toneladas do produto in natura, superior às 2 mil t/dia de janeiro e muito acima da 1,2 mil t/dia de fevereiro do ano passado.
Esse cenário deixa o mercado doméstico um pouco mais enxuto e, consequentemente, produtores pedem valões maiores por seus animais e, em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, têm obtido sucesso.
FRANGO/CEPEA: Exportação e demanda influenciam alta nos preços.
As exportações em ritmo acelerado ajudam os preços do frango a seguirem em recuperação na maioria das regiões pesquisadas pelo Cepea. Se mantida a média diária de 17 mil toneladas/dia apontadas pela Secex, sairão dos portos brasileiros cerca de 322,3 mil toneladas de carne de frango in natura em fevereiro/16, o que superaria com folga as 268,8 mil toneladas de fevereiro/11 – até então, recorde para o mês. Segundo a Secex, em janeiro, a média diária foi de 14,3 mil t e, em fevereiro do ano passado, de 14,9 mil t.
Pesquisadores do Cepea indicam que, paralelamente a este “enxugamento” da oferta doméstica, os preços elevados da carne bovina no contexto de dificuldades macroeconômicas do País também fomentam a demanda pelas substitutas mais baratas, reforçando a fundamentação de alta do frango. Com essa melhora do consumo, as grandes integradoras conseguem também espaço para repassar o aumento de custos que têm tido diante dos atuais preços do milho e farelo de soja.
Fonte: Cepea.

