Confinamento terá queda em MT
Pecuaristas de Mato Grosso reduziram a intenção de confinamento este ano. A queda chega a 10,2% na comparação com 2013, aponta o 1º Levantamento das Intenções de Confinamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), apurado a pedido da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). De acordo com o estudo, em 2014 a perspectiva é que 726,660 mil animais sejam ser terminados no cocho, enquanto em abril de 2013 chegou a 809,550 mil cabeças.
Caso se confirme esta intenção, 2014 deverá ser fechado com 1,2% a mais de animais confinados, uma vez que 717,826 mil foram confinados em 2013. O principal motivo para a retração registrada na 1ª expectativa do ano é o custo. Em 2013, a investimento diário para confirmar era de R$ 4,96, este ano o custo é de R$ 5,45, alta de 9,8%. A cautela do pecuarista é avaliada positivamente pelo superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Segundo ele, confinamento é uma questão de estratégia, de contabilidade.
Para ser lucrativo, o preço de venda deve superar os custos. “A cada ano é possível notar o maior cuidado do produtor na hora de tomar a decisão com relação ao confinamento. Este é um negócio e por isso é preciso planejar, fazer as contas para não ter prejuízos no final. Para Vacari, 2014 é marcado por um bom momento com relação a preço de arroba, porém, a atividade possui outras variáveis. “O bom resultado na pecuária não depende somente do preço, mas de renda. Que é a diferença entre o que se ganha e o que é investido para produzir”.
De acordo com o levantamento do Imea, a perspectiva de preço futuro é inferior ao praticado atualmente no mercado físico de Mato Grosso, variando entre R$ 106,20 em setembro e R$ 109,99 em novembro, quando será registrado o pico. O analista do Imea, Fábio da Silva destaca que com o custo de R$ 5,45, um negócio viável seria com o preço da arroba superior a R$ 111, o que não está previsto no mercado futuro.
Fonte: Jornal A Gazeta.

