Biocombustíveis e trapalhadas na Petrobras: Até quando o agronegócio segura o País?
Final de ano: momento de balanço e reflexão. As más notícias sobre a economia brasileira são o destaque na virada 2013/2014. Felizmente o agronegócio vai indo bem e ameniza parte desses efeitos negativos. Mas a pergunta é: até quando o setor vai aguentar?
O resultado da balança comercial do país em 2013 sofreu drástica redução em relação a 2012 e será o mais baixo desde 2000. As estimativas do Governo Federal apontam para um superávit em torno de US$ 2,6 bi, com exportações de US$ 242,2 bi e importações de US$ 239,6 bi.
Acontece que o agronegócio terá, no mesmo período, um superávit de cerca de US$ 85 bi! Ou seja, sem o agro, o país amargaria um déficit em suas transações internacionais de mais de US$ 82 bi em 2013!
Isso não é novidade. Segundo dados da SECEX/MDIC, desde 1993, com exceção de 2005 e 2006, a balança comercial brasileira seria negativa sem a participação do agronegócio. Merecem destaque os últimos seis anos, período no qual o déficit dos setores não agrícolas vem crescendo significativamente.
Nesse período, a média esteve acima de US$ 50 bi por ano! Não seria necessário comentar, mas fica evidente a importância do agronegócio para a estabilização da economia do país, sem contar com a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
Entretanto o entendimento da importância do agronegócio brasileiro ainda não parece ser generalizado. Os governos ainda têm problemas em compreender que o agro brasileiro é referência mundial e é extremamente competitivo.
Que além de manter a balança comercial favorável e o crescimento do país, o agro promove a interiorização do desenvolvimento, garante a segurança alimentar e contribui para a segurança energética do país. É só não atrapalhar!
Não se pode compreender como setores estratégicos como o de biocombustíveis estão largados à própria sorte ou, o que é ainda pior, são drasticamente prejudicados por políticas econômicas irresponsáveis.
Exemplo claro é a manutenção artificial dos preços dos combustíveis como estratégia de combate à inflação que, além de ser um dos fatores que levaram à desvalorização da Petrobras em 57% desde 2010, vem destruindo a competitividade do etanol e do biodiesel.
O país que tinha os programas de produção de energia sustentável mais invejados do mundo está conseguindo destruí-los! Nossa produção de etanol está praticamente estagnada há cinco anos e estamos utilizando menos de 40% da capacidade instalada de nossas usinas de biodiesel.
Não chega a ser uma surpresa verificar que um dos responsáveis pela redução do superávit da balança comercial brasileira é a chamada “conta petróleo”. O país importou cerca de US$ 40 bilhões em petróleo e derivados, aumentando o déficit da conta petróleo de US$ 5,4 bi em 2012 para US$ 20,3 bi em 2013.
Regras cada vez mais confusas, intervenções diretas do governo, legislação trabalhista atrasada, emaranhado contábil surreal, indefinições sobre questões ambientais e de legítima propriedade da terra estão afastando os investidores. Incerteza é igual a risco!
Se continuarmos nesse ambiente, permaneceremos estagnados na produção de biocombustíveis e aumentando nossas importações de petróleo. Deixaremos de promover o desenvolvimento do nosso país, com geração de empregos, renda e impostos, ao mesmo tempo em que repassaremos recursos para financiar o crescimento dos outros. Poluiremos mais e reduziremos nossa segurança energética. Desperdiçamos oportunidades e criamos ameaças! Essa equação nem mesmo o pujante agronegócio brasileiro conseguirá solucionar.
Fonte: Fundação MS.
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