Prejuízo para produtores de soja do MS

Prejuízo para produtores de soja deve superar R$ 300 milhões em MS.

 

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A falta de chuva que atingiu a lavoura de soja em plena época de desenvolvimento do grão vai trazer prejuízos de cerca de R$ 300 milhões aos produtores de Mato Grosso do Sul. Segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) a estimativa no início da safra era de que a produção chegasse a 6,3 milhões de toneladas.

 

A estiagem derrubou a projeção para 6 milhões de toneladas, 8% a menos do que a expectativa. A divisa entre Sidrolândia e Maracaju, dois dos principais municípios produtores do Estado, passou 60 dias de seca. Ainda na região Sul, quando teve chuva, a quantidade foi inferior à necessária para irrigar a lavoura.

 

No período mais crítico, entre 10 de dezembro e 5 de janeiro, foram 100 mm, ante a média de 200 mm nos anos anteriores. “O produtor faz um planejamento pensando na produtividade, mas no decorrer do desenvolvimento da lavoura, fica mesmo à mercê do clima”, afirma o analista de grãos da Famasul, Leonardo Carlotto. Isso porque apenas 3,4% dos 2,2 milhões hectares de área plantada do Estado são irrigadas. Recontagem – Conforme Carlotto, a estimativa de perda inicialmente seria de 10%.

 

Com a chegada das chuvas, foi feita reavaliação, que reduziu os prejuízos a 8%. Nova análise será feita para a Famasul, no entanto, os números não são otimistas. “As perdas serão de 6%, ou mais”, aponta o analista. Emergência na lavoura – A incidência da Helicoverpa armigera, praga da lagarta que fez o Ministério da Agricultura decretar situação de emergência na lavoura de soja, entre outras culturas, não contribui para redução da produção no Estado.

 

“O prejuízo maior foi para o produtor, que teve mais custos com defensivos agrícolas e, por outro lado, conseguiu controlar a praga a tempo”, explica Carlotto.

 

A colheita das variedades mais precoces da soja já teve ter início, e deve ser concluída no fim de março. Aproximadamente 45% da safra já foi vendida antecipadamente pelos produtores, o restante da produção deve ser comercializado somente após a colheita.

 

Fonte: Campo Grande News

Equipe Agron

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