América do Sul pauta o futuro do agronegócio

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Seis países sul-americanos assumem o desafio de posicionar a região em um ambiente que eles mesmos definem como o novo ciclo de expansão do setor.

 

Evento inédito, que ocorre nesta semana em Foz do Iguaçu, aponta tendências e coloca em debate os desafios ao crescimento sustentável do agronegócio. Dias 21 e 22 de novembro lideranças do setor agropecuário, especialistas e autoridades de vários países e continentes estarão juntos para 1º Fórum de Agricultura da América do Sul. Organizado pelo Agronegócio Gazeta do Povo e pelo Conselho Agropecuário do Sul (CAS), a iniciativa pretende discutir e estabelecer novos parâmetros ao desenvolvimento da região, que alcança participação cada vez maior no mercado global.

 

Pauta, temas transversais, como mercado e tecnologia, e as principais cadeias produtivas da agricultura e pecuária. Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia, países que integram o CAS, entendem que é preciso pautar as tendências do agronegócio mundial e chamar a atenção do mundo nas relações com o bloco. Com potencial singular à produção e exportação, os seis países assumem a responsabilidade de atender a crescente demanda mundial por alimentos e energia. Mas querem, em contrapartida, participar mais ativamente das decisões políticas e comerciais que regulam a atividade no ambiente internacional.

 

Para tanto, convocaram ao Fórum representantes do público e do privado e entidades de representação, do lado da oferta e da demanda. Chineses, indianos, europeus, norte-americanos e latino-americanos fazem parte da programação. Agenda Serão 11 painéis e três grandes conferências, além da mesa de ministros que na manhã de quinta-feira abre o evento e deve ditar o tom das discussões. Os ministros dos seis países estão previamente confirmados. Ao todo, 34 palestrantes vão expor seus temas e avaliar produção, mercado e sustentabilidade. Trata-se do primeiro evento da região organizado com a proposta de avaliar o mercado mundial sob uma perspectiva sul­americana e também de traçar o próprio potencial da região.

 

Além das autoridades, devem participar analistas que acompanham o crescimento do consumo global por alimentos. Conferências e painéis vão mostrar como os países integrantes do CAS vêm trabalhando diante dessa demanda. Responsável pela conferência de abertura do Fórum, Ken Ash, diretor de Agricultura e Comércio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) remete a importância das discussões à necessidade de se equacionar oferta e demanda, produção e consumo. Segundo Ken Ash, mais do que o crescimento da população, de 7 bilhões para 9 bilhões de habitantes até 2050, é o aumento na renda per capita que amplia a demanda por alimentos, rações e combustíveis.

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“Um crescimento equivalente na produção ainda não está garantido”, pontua. É nesse sentido, complementa, “que o mundo espera um aumento significativo da produção e das exportações da América do Sul”.

 

Fonte: Gazeta do Povo.


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