Previsão parto éguas: Eletrólitos leite

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O número de fêmeas em cobertura aumenta a cada ano no Brasil, e perdas gestacionais são observadas. Quando essas ocorrem no momento do parto, podem levar à morte do potro e da égua, bem como causar graves prejuízos econômicos. Os potros recém-nascidos, também chamados de neonatos, são frágeis e susceptíveis às doenças. Salvar a vida de um potro, na maioria das vezes, pode ser uma questão de horas. Veja abaixo os principais métodos descritos na literatura para prever o parto na égua, apresentando as vantagens e desvantagens de cada um. Alguns fatores podem interferir na previsão do parto da égua, como extenso período gestacional, fase de expulsão muito rápida e maior ocorrência dos partos em períodos noturnos. Portanto, há a necessidade de se prever o início do parto para que se possa fazer o acompanhamento e interferir, se necessário, o mais rápido possível, em casos de distocia, retenção de placenta e deficiente ingestão de colostro pelo potro.

Por meio do monitoramento do parto é possível observar o quanto antes problemas como consistência das fezes, grau de hidratação, nistagmo (doenças nos olhos do animal), se está deglutindo o leite, se há refluxo, se urina normalmente, se os cascos estão bem formados. Além de avaliar a égua, identificar se houve sinais de traumatismo na vagina, se ela está emitindo algum sinal de dor, se foi machucada internamente. O monitoramento também garante que mãe e filhote estejam em local ideal de nascimento, evitando cercas, barrancos, sujeira, lama, pois nem sempre as éguas livres em pastos estão em ambientes controlados e adequados, como cocheiras maternidades.

Alterações nos eletrólitos do leite

Vários autores descrevem a metodologia para prever não só o momento do parto, mas também avaliar a maturação do feto por meio da mensuração da concentração de íons cálcio no leite secretado no período do periparto da égua. Quando próximo ao momento do parto, ocorre uma elevação na concentração dos íons cálcio, podendo atingir valores superiores a 40mg/dL; no entanto, se esse valor for inferior a 12mg/dL,tal fato indica imaturidade fetal.

Além do aumento do cálcio, ocorre também a inversão da concentração de sódio, que era alta e cai acentuadamente, e de potássio, que era baixa e atinge concentrações maiores. Quando ocorre a inversão desses dois eletrólitos, as éguas costumam parir entre 24 e 36 horas. Entretanto, as correlações na inversão de eletrólitos não são confiáveis em éguas com placentite, porém, relatam que algumas éguas não apresentam a inversão das concentrações de íons sódio e potássio próximo ao parto.

Para avaliar o aumento da concentração de cálcio e a inversão da concentração de sódio e potássio no leite, no período de pré-parto de éguas, kits comerciais (Predict-A- Foal®, Foal Watch® e Titrets®) foram desenvolvidos, no entanto ainda há contradições sobre a eficácia destes, e eles não estão disponíveis no mercado nacional. É possível detectar com a utilização dos kits um aumento nos níveis de cátions no colostro e determinar se o nascimentoocorrerá nas próximas 12h. Caso as concentrações de cálcio sejam maiores que 200ppm, 99% das éguas parem em até 72h e 50% irão parir em 24h. Em contrapartida, se a concentração de cálcio for menor que 200ppm, 98% das éguas não iniciam o parto em 24h após a realização do teste.

Os fabricantes recomendam iniciar a coleta da secreção mamária 10 dias antes da data prevista do parto, considerando-se uma gestação de 340 dias. Em casos em que a data de gestação seja desconhecida, o teste deverá ser iniciado após ocorrer o enchimento da glândula mamária da parturiente. O volume de leite ordenhado deve ser de 2 a 5mL; para isso, deve-se espremer suavemente o mamilo entre os dedos polegar e indicador.

Assim como todos os outros métodos citados na revisão, este não deve ser usado isoladamente. Nesse caso, se forem detectadas concentrações que indicam proximidade do parto, recomenda-se a observação da égua durante a noite correspondente.

Autor: A.B. Silva, R.A. Oliveira1.


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