No Pará, pecuária sem mais desmatamento

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Criadores do Pará, Estado responsável pelo quinto maior rebanho bovino do País, com quase 20 milhões de cabeças, vêm comprovando que é possível manter a atividade pecuária em plena harmonia com as áreas de floresta. Seis municípios paraenses – Paragominas, Ulianópolis, Dom Eliseu, Santana do Araguaia, Tailândia e Brasil Novo – receberam o status de “verdes”, programa estadual que assegura modos sustentáveis de produção pecuária na Amazônia.

 

No entanto, com 144 municípios, o Pará ainda está longe de resolver o problema de desmatamento ilegal – em novembro, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou relatório preliminar apontando aumento na taxa anual de devastação florestal no Estado e também em outras regiões do bioma Amazônia. Além disso, pecuaristas paraenses reclamam da morosidade dos órgãos públicos para resolver os gargalos em torno da regularização fundiária.

 

“A falta de garantias oficiais sobre a posse da terra inibe investimentos em intensificação e contribui para o desmatamento especulativo”, diz Daniel Silva, pesquisador da ONG Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia).

 

Segundo estudo divulgado recentemente pela entidade ambientalista, seria possível suprir a demanda adicional de carne bovina projetada para 2022 no mercado brasileiro – de 777.904 toneladas, segundo estimativa do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – elevando a produtividade em apenas 6,7 milhões de hectares de áreas já desmatadas, o equivalente a 24% do total de pastos com potencial agronômico para intensificação existente na Amazônia Legal.

 

“Por outro lado, se fosse mantida a produtividade média atual da pecuária praticada na região, seria necessário desmatar 12,7 milhões de hectares para atender à demanda por carne estimada até 2022”, diz o estudo.

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Cenário, a taxa média anual de desmatamento até 2022 giraria ao redor de 1,27 milhão de hectares, número 3,4 vezes maior do que a meta estabelecida pelo governo federal até 2020, de 380.000 hectares/ano. Saiba mais na edição impressa de DBO 398.

 

Fonte: Portal DBO.


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