Projeto Arenito confirma bons resultados

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Projeto Arenito confirma bons resultados da integração lavoura/pecuária.

 

O Projeto Arenito, de Integração Lavoura/Pecuária (ILP), realizado na Estância JAE, em Santo Inácio (PR), completou em 2013 nove anos de pesquisas ininterruptas. Com apoio da Fundação Agrisus (www.agrisus.org.br), é produzida forragem para gado de leite no intervalo de duas culturas de soja de verão. Em pequena propriedade familiar, plantação e criação se alternam na mesma área.

 

O acompanhamento cuidadoso dos procedimentos possibilitou um controle técnico e econômico satisfatório capaz de consolidar a conclusão da viabilidade da produção de forragem pastoril de baixo custo e alta qualidade no intervalo entre dois plantios sucessivos de soja.

 

A elevada produtividade da soja confirma que está sendo mantida a alta fertilidade do solo e, consequentemente, a sustentabilidade da produção e do sistema. A ILP está comprovada tanto para a pequena propriedade familiar, na qual vem sendo realizada, como em estabelecimentos de qualquer escala, pois os princípios técnico-administrativos envolvidos são universais.

 

Os estudos são conduzidos pelo engenheiro agrônomo Fernando Ribeiro Sichieri e equipe, da Universidade Estadual de Maringá e apoiados por empresas parceiras. O solo, da série Arenito Caiuá, com 70% a 80% de areia, era recoberto originalmente por mata alta de perobal denso não muito grosso, porém sem os padrões de alta fertilidade como figueira branca, por exemplo. Na década de 1950 foi plantado com café, que durou poucos anos, no limite da fertilidade inicial e em consequência das geadas intensas.

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Seguiu-se algodão substituído por pastagem devido à erosão. A braquiária cede hoje lugar aos cereais depois de adotado o plantio direto. Após diversos experimentos, a produção comercial adotou o melhor resultado que é o de capins Tanzânia consorciado com Brachiaria ruziziensis, utilizando sempre sementes revestidas. Variedades da soja de ciclo mais curto, de colheita antecipada, possibilitaram substituir, desde 2008, o sobre-semeio pelo plantio direto, com melhor germinação e maior densidade de touceiras.

 

Principais resultados O pastoreio de vacas cruzadas girolanda em regime exclusivo de pasto perdurou por 35 a 61 dias nos meses de agosto/setembro/2013, com 125 a 234 diárias e uma pressão de pastoreio de 2,5 a 6,3 cabeças/ha, proporcional à duração do pastoreio. A produção diária de leite durante o período de pastoreio variou entre 8,2 e 12,3 litros/cabeça/dia, correspondentes a 1.927 a 2.356 litros/ha, exclusivamente a pasto.

 

A produção de soja após a produção indicada de leite e de fitomassa foi de 48,9 a 62,0 sc/ha durante o período em revista, sendo que em 2008 alcançou o dobro das lavouras da região sem cobertura morta no solo, devido aos 40 dias sem chuva após a germinação.

 

Os custos obtidos sejam pelas diárias (R$ 1,30 a R$ 3,5/dia) ou por kg de matéria seca – MS (R$ 0,10 a R$ 0,27/kg/MS) se comparam favoravelmente com os preços vigentes no mercado para confinamento ou no comércio de feno. Para explicar a técnica da ILP já foram realizados 20 Dias de Campo, com mais de 4 mil participantes, que presenciam as demonstrações e debatem a matéria com os responsáveis pelo projeto.

 

Fonte: Fundação Agrisus.


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