Adubação nitrogenada no cafeeiro

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Dicas para melhorar a eficiência da adubação nitrogenada no cafeeiro.

 

Quando comparado com os demais nutrientes, o nitrogênio é muito difícil de ser mantido no solo ao alcance das raízes, devido ao seu dinamismo, pois há maiores perdas por lixiviação e volatilização. Com a grande exigência do cafeeiro por este nutriente e seu baixo efeito residual no solo, as adubações nitrogenadas devem ser efetivas de modo que supra toda demanda da planta pelo nutriente.

 

Conhecer como a planta transforma luz, água e nutrientes em produtos orgânicos energéticos e entender o papel do Nitrogênio neste processo, pode ajudar a pensar em formas de conseguir um melhor aproveitamento deste nutriente.

 

O nitrogênio está relacionado aos mais importantes processos fisiológicos que ocorrem nas plantas, tais como: fotossíntese, respiração, desenvolvimento e atividade das raízes, absorção iônica de outros nutrientes, crescimento, diferenciação celular e genética.

 

Nas folhas, o nitrogênio está nos cloroplastos como constituinte da molécula de clorofila, onde cada átomo de Mg está ligado a quatro átomos de nitrogênio e também participa da síntese de vitaminas, hormônios e outros compostos.

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Quando em excesso na planta, provoca um crescimento vegetal acelerado, originando folhas de cor verde-escura, ocasionando uma diminuição na resistência a doenças, um retardamento da floração, podendo ainda, reduzir o ciclo de vida. Já a carência de nitrogênio afeta o crescimento e formação de folhas, provocando clorose foliar, amarelecimento e queda de folhas. Os sintomas são observados inicialmente nas folhas velhas da planta: com a redução da área verde, diminui-se também a fotossíntese (responsável pela formação de carboidratos).

 

Apesar de ser o nutriente mais abundante da atmosfera terrestre (78% da atmosfera terrestre), o N não figura como constituinte de qualquer rocha terrestre. Talvez seja por este motivo ele é um dos elementos mais caros dos fertilizantes, pois para sua formação são necessárias diversas reações químicas que necessitam de muita energia.

 

Há várias formas de adubos nitrogenados, dentre elas: 

Ureia – CO(NH2)2 – Apresenta 45% de nitrogênio (N) solúvel em água; absorve com facilidade a umidade do ar (hidroscopidade), razão por que seus grânulos são revestidos com material protetor para diminuir a hidroscopicidade. No solo, o nitrogênio da ureia transforma-se em amônia (NH3).

 

Sulfato de Amônio – (NH4)2SO4 – Apresenta 21% de nitrogênio (N) e também 23% de enxofre (S) solúvel em água; é cristalizado e pouco hidroscópico.

 

Nitrato de Amônia – NH4NO3 – apresenta 33,5% de nitrogênio (N) solúvel em água, metade na forma nítrica e metade na amoniacal.

 

 As diferentes formas de adubos nitrogenados proporcionam maiores ou menores perdas por lixiviação e volatilização, como mostra o gráfico abaixo:

 

 

Como aumentar a eficiência dos adubos nitrogenados?

 

Parcelamento da adubaçãoEm solos arenosos, podem ocorrer perdas por lixiviação. Assim, o parcelamento permite atender às plantas nos momentos de maiores demandas fisiológicas. Diminuir perdas com a volatilizaçãoUso de novos fertilizantes revestidos e de liberação lenta ou fertirrigação.Aplicação do adubo nitrogenado com condições climáticas favoráveis.

 

Correção do soloO PH ideal do solo deve ser entre 6 e 6,5.

Espaçamento e Potencial de ProduçãoCom um maior número de plantas por hectare ocorre uma maior necessidade de exportação do nutriente pela cultura. Uso de fertilizantes de solubilidade controladaControle da urease, enzima responsável pela transformação da Ureia em Amônia, diminuindo perdas e também o número de aplicações. Tipos de Cobertura vegetalSolos nus apresentam cerca de 10 vezes mais perdas por volatilização.

 

Qual produto aplicar?

 

 

No trabalho mostrado acima, verifica-se que a utilização de Nitrato e Sulfato de amônia proporcionou maior produtividade, pois estes fertilizantes perdem menor quantidade de N por volatilização, devido às condições climáticas adversas. Porém, apresentam maiores custos. Nesse caso, deve-se fazer um balanço entre o valor do fertilizante e a quantidade de N que estará disponível para a planta. De acordo com alguns autores, a eficiência da adubação nitrogenada com ureia fica em torno de 70 % para base de cálculo.

 

Qual a melhor época de realizar as adubações?

Segundo VEIGA (2012), o período de adubação fica restrito à época das águas, que é de outubro a março, sendo que para as lavouras de plantio são realizadas de 4 a 5 aplicações, quando a 1ª adubação é feita de 15 a 20 dias após o plantio e as outras com intervalo de 30 dias. Nas lavouras de formação e recepadas são realizadas 4 adubações à partir de outubro com intervalo de 45 dias entre as adubações. As lavouras adultas são realizadas 3 adubações (finados, natal e carnaval), sendo a 1ª adubação na última semana de outubro e 1ª semana de novembro e as outras 2 adubações são realizadas com intervalo de 60 dias.

 

Devido às diferentes demandas da planta quanto à época de absorção de N as doses não são divididas iguais e podem ser divididas da seguinte forma:

  • 1ª adubação: 25%
  • 2ª adubação: 45%
  • 3ª adubação: 30%

 

Observações importantes: 

Deve-se lembrar que cada 1% de matéria orgânica no solo representa de 30 à 40 Kg de N/ha/ano,

Para lavouras que serão renovadas ou recepadas, podem-se realizar reduções nas adubações,

A utilização de adubação orgânica pode reduzir a adubação química de 10 à 15%, ressalta-se que neste caso deve se usar a maior quantidade de N na 1ª adubação química para que o N auxilie na rápida decomposição da matéria orgânica,

As análises foliares devem ser realizadas antes das adubações e logo após a 1ª e 2ª Adubações, pois dependendo do teor de N na folha pode-se reduzir ou aumentar a dose da 3ª adubação. Segundo a fundação PROCAFÉ, o teor de N na folha é considerado como ideal entre 3 à 3,5%.

 

Qual o melhor local de aplicação?

 

 

Ou seja,

 


 


Fonte: Rehagro.


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