Critérios para estabelecer a estação de monta
De acordo com a publicação da Embrapa Gado de Corte “500 perguntas, 500 respostas” a estação de monta deve ser realizada do início de novembro ao final de janeiro, período com melhor disponibilidade de pastagem.
O estabelecimento do período de monta vai depender de qual época o produtor deseja que os nascimentos e a desmama ocorram. Como a gestação demora em torno de 9 meses e meio, ela ter seu início programado por igual período antes da primeira parição.
No Brasil Central, a monta natural deve se concentrar durante a estação chuvosa, na qual há maior disponibilidade de pastagens de melhor disponibilidade. Assim, os nascimentos ocorrem durante o período seco, época na qual são baixas as incidências de doenças e de parasitas.
Outros pontos importantes a favor desse período são a coincidência do período de lactação com a época de pastagens de boa qualidade; redução das exigências nutricionais das vacas, pois a desmama é efetuada no início do período seco; o descarte, no início da seca, de vacas vazias e animais de baixa eficiência produtiva, liberando pastagens para as demais categorias de animais; e a castração e a marcação pode ser efetuadas na idade correta e na época de baixa incidência de bicheiras.
O que é mais eficiente: monta natural ou inseminação artificial?
Na inseminação artificial, a obtenção de altas taxas de fertilidade depende da qualidade do sêmen utilizada, da técnica de descongelamento e inseminação, do estado sanitário das fêmeas e, principalmente, do momento correto de inseminação.
A inseminação deve ser adotada segundo o objetivo que se pretende atingir. Se a intenção for a de melhorar o padrão genético do rebanho, a inseminação é a técnica mais importante e eficiente. Isso porque o sêmen de poucos machos selecionados, com características genéticas desejáveis, possibilita a inseminação de milhares de fêmeas a cada ano.
No cruzamento industrial, por exemplo, na maioria das vezes a utilização de vacas europeias só pode ser feita por inseminação artificial, em virtude da baixa fertilidade de touros europeus puros não adaptados às nossas condições climáticas, ou ao alto custo de aquisição de touros de elevado padrão genético.
Fonte: Notícias da Pecuária.

