Crescimento compensatório de gado compensa?

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No Brasil Central Pecuário, a produção de alimentos volumosos passa por duas estações bem definidas: um período seco, com baixa disponibilidade e qualidade das forrageiras, e um período chuvoso, com boa disponibilidade e melhoria da qualidade das forragens. Com isso, animais expostos a essas condições apresentam curva de crescimento oscilante, com perda e recuperação de peso. Alguns produtores apostam no ganho compensatório como mecanismo de aumento de peso após restrição alimentar.

 

O ganho compensatório faz com que os animais tenham um crescimento mais rápido, momentaneamente, após esse período, do que aqueles que não passaram por restrição. Várias são as explicações para isso: maior ingestão de alimentos, recuperação do volume do conteúdo gastrointestinal, composição corporal, mudanças endócrinas, entre outros.

 

No entanto, o principal determinante para o ganho compensatório é que o organismo reduz exigência de energia para esses animais nos períodos de restrição, diminuindo o requerimento para a mantença, como estratégia de sobrevivência. Um dos mecanismos que permite tal estratégia é a redução do tamanho dos órgãos internos.

 

Dessa forma, ao recuperar o peso, grande parte do tecido adiposo adquirido vai para órgãos, e não para a carcaça. Assim, o ganho compensatório, tido por muitos como uma grande vantagem na hora da compra de animais, não é valorizado no mercado, pois os componentes que não fazem parte da carcaça não são remunerados. Além disso, animais que passaram por restrição tendem a ter um consumo de matéria seca maior no confinamento, o que deve ser computado no resultado obtido ao abate.

 

Do lado oposto, quando um animal tem acesso constante a uma dieta que atende a seus níveis de consumo, que seja de qualidade e equilibrada, ele apresenta um crescimento linear, aumentando seu peso e rendimento de carcaça.

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Fonte: Rehagro.


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