Preço do bezerro chega a R$ 3.426 no MS em setembro e mantém a reposição valorizada, exigindo atenção à relação de troca na pecuária.
PARA QUEM TEM PRESSA
- O bezerro Cepea/Esalq-MS fechou em R$ 3.426,02 por cabeça em 25 de setembro.
- A cotação subiu 0,14% no dia, depois de alcançar R$ 3.421,35 em 24 de setembro.
- O boi gordo Cepea em São Paulo estava em R$ 362,80/@ na mesma data.
- Na Scot, o macho Nelore de reposição de 12 meses e 240 kg custava R$ 3.939,30 em MS, contra R$ 3.697,40 em SP, R$ 3.633,50 em MG e R$ 3.789,20 em GO.
- A valorização da reposição aumenta a importância de acompanhar a relação de troca antes de novas compras.
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Preço do bezerro em MS atinge R$ 3.426 e pressiona reposição
O preço do bezerro avançou novamente no Mato Grosso do Sul e fechou em R$ 3.426,02 por cabeça em 25 de setembro de 2026, segundo o indicador Cepea/Esalq. A cotação teve alta diária de 0,14%, mantendo a reposição em patamar elevado para pecuaristas que precisam recompor os animais destinados à recria e à engorda.
O movimento ocorre em um momento de preços firmes também para o boi gordo. No mesmo dia, a média do boi gordo em São Paulo registrada pelo Cepea ficou em R$ 362,80 por arroba, com avanço diário de 0,16%. Na B3, os contratos para os últimos meses de 2026 também permaneceram em níveis elevados, com novembro a R$ 387,50 por arroba e dezembro a R$ 388,10.
Para quem trabalha com recria e engorda, a combinação entre boi gordo valorizado e reposição cara exige atenção à relação entre o desembolso na compra do animal jovem e a receita esperada na venda futura.
Bezerro mantém trajetória de valorização em setembro
O indicador Cepea/Esalq mostra uma sequência de preços crescentes ao longo da segunda metade de setembro. O bezerro passou de R$ 3.406,24 em 17 de setembro para R$ 3.426,02 em 25 de setembro.
Nesse intervalo, o preço avançou cerca de 0,58%, cálculo feito a partir dos valores publicados pelo indicador. Em relação ao fechamento de 24 de setembro, de R$ 3.421,35, a alta até 25 de setembro foi de aproximadamente 0,14%, exatamente a variação diária informada na série.
A diferença entre os movimentos de apenas um dia e os acumulados em períodos maiores é importante. Uma alta diária de 0,14% não significa, isoladamente, uma disparada da reposição. O que chama atenção é a manutenção do animal jovem em valores elevados.
Quanto custa a reposição nos principais estados
Os dados da Scot Consultoria ajudam a mostrar como o mercado de reposição está distribuído regionalmente. Considerando o macho Nelore de 12 meses, 240 kg e 8 arrobas, Mato Grosso do Sul aparece com o maior valor entre os quatro estados destacados na pauta.
| Estado | Preço por cabeça | Preço/kg | Relação de troca |
|---|---|---|---|
| MS | R$ 3.939,30 | R$ 16,41 | 11,18 |
| GO | R$ 3.789,20 | R$ 15,79 | 11,14 |
| SP | R$ 3.697,40 | R$ 15,41 | 10,42 |
| MG | R$ 3.633,50 | R$ 15,14 | 10,49 |
Dados de 25/09/2026, segundo a Scot Consultoria. A relação de troca é a informada pela própria fonte para essa categoria.
A diferença regional também mostra por que uma referência nacional não conta toda a história da reposição. O preço observado em Mato Grosso do Sul, por exemplo, supera o registrado para São Paulo, Minas Gerais e Goiás nessa categoria específica.
Além do macho Nelore de 12 meses, a Scot registra outras categorias de reposição. Para a desmama de 8 meses e 195 kg, o valor em MS estava em R$ 3.415,91 por cabeça, enquanto SP aparecia em R$ 3.248,02, MG em R$ 3.166,25 e GO em R$ 3.204,48.
Isso reforça que o comportamento dos preços não se limita a um único tipo de animal. As diferenças de idade, peso, padrão racial e categoria precisam ser consideradas antes de comparar diretamente duas cotações.
Relação entre boi gordo e bezerro merece atenção
Uma maneira simples de acompanhar o poder de compra do pecuarista é comparar o valor do animal de reposição com o preço da arroba do boi gordo.
Com o bezerro Cepea/Esalq-MS em R$ 3.426,02 e o boi gordo Cepea em São Paulo a R$ 362,80/@, uma divisão simples resulta em aproximadamente 9,44 arrobas de boi gordo por bezerro.
Essa conta é apenas uma referência matemática entre dois indicadores de praças e metodologias diferentes. Ela não substitui uma relação de troca oficial e não deve ser confundida com a relação calculada pela Scot para categorias específicas.
A própria Scot apresenta, por exemplo, uma relação de troca de 11,18 para o macho Nelore de 12 meses e 240 kg em Mato Grosso do Sul. Como se trata de uma categoria específica e de uma metodologia própria, o número não é diretamente comparável ao cálculo simples feito com os indicadores Cepea.
Essa distinção é importante porque o preço do bezerro por cabeça não é suficiente para determinar sozinho a rentabilidade da recria. Peso de entrada, ganho de peso, custo da alimentação, preço de venda e prazo até a terminação também interferem no resultado.
Reposição mais cara muda o planejamento da recria
Quando o pecuarista compra animais mais caros, o capital necessário para formar o lote aumenta. Isso pode alterar o tamanho do lote comprado, o momento da aquisição e a necessidade de capital de giro.
O efeito é particularmente relevante para quem pretende entrar na próxima temporada de pastagens com animais já definidos para recria. Uma reposição mais valorizada pode exigir uma análise mais cuidadosa do custo de aquisição antes da formação dos lotes.
Os dados de 25 de setembro mostram que essa pressão não está restrita ao indicador geral do bezerro. Nas categorias acompanhadas pela Scot, os valores também aparecem elevados nos principais estados produtores.
No caso do macho Nelore de 12 meses e 240 kg, por exemplo, o MS registra R$ 3.939,30 por cabeça. Para o mesmo padrão de animal, o valor chega a R$ 3.789,20 em Goiás, R$ 3.697,40 em São Paulo e R$ 3.633,50 em Minas Gerais.
Boi gordo também está sustentando patamar elevado
O cenário da reposição precisa ser analisado junto ao mercado do boi gordo. Em 25 de setembro, a média do boi gordo Cepea em São Paulo ficou em R$ 362,80/@. Na B3, os contratos de novembro e dezembro fecharam, respectivamente, em R$ 387,50 e R$ 388,10 por arroba.
Isso significa que o produtor não está olhando apenas para um custo de compra isolado. Existe também uma referência de receita futura proporcionada pelo mercado do boi gordo.
Ainda assim, preço futuro não é garantia de resultado. O pecuarista precisa considerar os custos que ocorrerão entre a compra do bezerro e a venda do animal terminado.
Por isso, o aumento do preço da reposição não deve ser interpretado automaticamente como perda de rentabilidade. O impacto sobre a margem dependerá da relação entre os preços de compra e venda e dos custos de produção durante o ciclo.
O que os dados permitem afirmar sobre a oferta
A pauta previa uma confirmação sobre a disponibilidade de animais de desmama e o apetite dos confinadores no encerramento da segunda rodada de confinamento.
Esses dois pontos, porém, não foram confirmados de forma suficientemente consistente nas fontes consultadas para serem apresentados como fatos nesta matéria.
O dado que pode ser afirmado é o comportamento dos preços. O indicador Cepea/Esalq mostra o bezerro em R$ 3.426,02 por cabeça em 25 de setembro, enquanto a Scot registra valores elevados para diferentes categorias de reposição nos principais estados produtores.
Assim, o cenário recomenda acompanhamento da reposição, mas não permite atribuir a valorização a uma causa específica sem evidência adicional.
O que muda para o pecuarista
Para o produtor que precisa comprar bezerros, o principal efeito é o maior desembolso inicial. A decisão de compra passa a depender ainda mais da capacidade de transformar aquele animal em arrobas adicionais ao longo da recria e da engorda.
A relação de troca também merece acompanhamento frequente. Quando o preço do bezerro cresce em ritmo diferente do boi gordo, a quantidade de arrobas necessária para adquirir um animal muda e pode alterar a estratégia de compra.
O mercado de setembro mostra justamente a necessidade de separar preço absoluto de rentabilidade. Um bezerro a R$ 3.426,02 por cabeça é uma informação importante, mas não responde sozinho se a compra é vantajosa. Para isso, é necessário considerar o sistema produtivo, os custos e o preço esperado para o animal terminado.
Conclusão
O preço do bezerro no Mato Grosso do Sul alcançou R$ 3.426,02 por cabeça em 25 de setembro, com avanço diário de 0,14%. Ao mesmo tempo, as referências da Scot para animais de reposição mostram valores elevados em MS, SP, MG e GO, reforçando a importância de acompanhar a relação de troca antes de novas compras.
O momento exige atenção principalmente de quem pretende formar lotes para recria e engorda. A valorização do animal de entrada aumenta o capital necessário e torna mais importante projetar os custos do ciclo completo, sem confundir uma cotação elevada com perda automática de rentabilidade.
Fontes
- CEPEA/Esalq — Indicador do Bezerro — Mato Grosso do Sul. Dados de 25/09/2026. A cotação de R$ 3.426,02 e a variação diária de 0,14% foram confirmadas na página de acompanhamento do indicador.
- CEPEA/Esalq — Indicador do Boi Gordo — média de São Paulo. Dado de 25/09/2026: R$ 362,80/@.
- B3 — Contratos futuros de boi gordo. Fechamento de 25/09/2026.
- Scot Consultoria — Cotações de reposição de macho Nelore, 12 meses, 240 kg e 8 arrobas. Fechamento de 25/09/2026.
- Scot Consultoria — Cotações de macho Nelore de desmama, 8 meses e 195 kg. Fechamento de 25/09/2026.
- Imagem principal: Depositphotos.

