Arroba do boi gordo chega a R$ 358,80 no físico, enquanto contratos da B3 para novembro e dezembro passam de R$ 387/@.
PARA QUEM TEM PRESSA
- O Indicador CEPEA/Esalq fechou 25 de setembro em R$ 358,80/@.
- O contrato de novembro na B3 terminou o pregão em R$ 387,50/@.
- Dezembro fechou em R$ 388,10/@, enquanto janeiro de 2027 chegou a R$ 389,55/@.
- A diferença entre o físico e dezembro era de R$ 29,30/@.
- Escalas de abate e disponibilidade de animais continuam entre os principais pontos de atenção para o mercado no começo de outubro.
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Arroba do boi gordo avança no mercado físico
O Indicador do Boi Gordo CEPEA/Esalq encerrou 25 de setembro em R$ 358,80 por arroba, com alta diária de 0,17%. Na sequência dos pregões anteriores, o indicador vinha avançando de forma gradual: estava em R$ 354,65/@ em 21 de setembro, passou para R$ 356,10 no dia 22, R$ 357,40 no dia 23 e R$ 358,20 no dia 24.
A sequência mostra uma valorização de R$ 4,15 por arroba entre 21 e 25 de setembro. O movimento ganhou importância porque ocorreu justamente em um momento em que a disponibilidade de animais terminados permanecia como um dos principais pontos de atenção para os frigoríficos.
No levantamento do mercado físico de 25 de setembro, também havia referências regionais próximas ou acima de R$ 355/@. Em São Paulo, o Canal Rural registrou R$ 360/@ em Araçatuba e na referência paulista, enquanto Dourados, em Mato Grosso do Sul, aparecia em R$ 355/@. Esses valores são referências de mercado e não substituem o Indicador CEPEA/Esalq.
B3 mantém contratos próximos de R$ 390
A movimentação fica mais evidente quando o mercado físico é colocado lado a lado com os contratos futuros.
| Vencimento | Fechamento em 25/09/2026 |
|---|---|
| Setembro/2026 | R$ 361,45/@ |
| Outubro/2026 | R$ 378,15/@ |
| Novembro/2026 | R$ 387,50/@ |
| Dezembro/2026 | R$ 388,10/@ |
| Janeiro/2027 | R$ 389,55/@ |
| Fevereiro/2027 | R$ 388,60/@ |
| Março/2027 | R$ 389,10/@ |
Fonte: B3, conforme série de cotações divulgada na página de cotações do mercado.
A diferença entre o Indicador CEPEA/Esalq de R$ 358,80/@ e o contrato de novembro, a R$ 387,50/@, era de R$ 28,70 por arroba. Em dezembro, o intervalo chegava a R$ 29,30/@.
Em termos percentuais, calculados a partir dos valores de 25 de setembro, novembro estava cerca de 8,0% acima do indicador físico e dezembro aproximadamente 8,2% acima.
Esses valores, porém, não significam que o mercado físico necessariamente chegará aos mesmos níveis. Os contratos futuros representam preços negociados para vencimentos determinados e podem mudar até a data de liquidação.
Mercado futuro amplia a distância em relação ao físico
O descolamento entre as duas referências não surgiu apenas no último pregão. Durante setembro, os contratos futuros já vinham trabalhando acima do mercado físico.
Em 16 de setembro, por exemplo, o contrato com vencimento em outubro era negociado a R$ 381,30/@, quase R$ 30 acima da referência física utilizada naquela análise. Na mesma ocasião, os contratos entre outubro e dezembro haviam renovado máximas.
Com o fechamento de 25 de setembro, a diferença permaneceu expressiva. O contrato de outubro ficou em R$ 378,15/@, enquanto novembro e dezembro avançaram para R$ 387,50/@ e R$ 388,10/@, respectivamente.
A leitura mais segura, portanto, é que o mercado futuro estava precificando valores superiores aos observados no físico naquele momento. Isso não deve ser apresentado como garantia de alta da arroba, mas como uma diferença entre os preços negociados para os diferentes períodos.
Escalas de abate entram no radar para outubro
Um dos pontos que podem alterar essa relação entre físico e futuro é o comportamento das escalas de abate no começo de outubro.
Os dados disponíveis no fim de setembro mostram um mercado ainda marcado por oferta restrita em algumas praças. Em São Paulo, informações reunidas pela Abrafrigo indicavam escalas médias de sete dias em 25 de setembro. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a média era de cinco dias; em Campo Grande, oito dias; e em Três Lagoas, nove dias.
Esse cenário ajuda a explicar por que a indústria continuava precisando administrar as compras de acordo com a necessidade de composição das escalas. Ao mesmo tempo, a demanda mais fraca característica do fim do mês limitava o espaço para novas altas em algumas regiões.
A questão agora é saber como esse equilíbrio evoluirá na passagem para outubro.
Se as indústrias conseguirem alongar suas programações de abate com maior facilidade, a necessidade de novas compras pode diminuir e reduzir a pressão sobre as cotações. Por outro lado, se a disponibilidade de animais continuar limitada e as escalas voltarem a encurtar, o mercado pode permanecer firme.
Por isso, não é possível afirmar antecipadamente que o início de outubro provocará uma nova alta ou uma acomodação. O comportamento das escalas precisará ser acompanhado junto com a oferta de animais e a capacidade de compra dos frigoríficos.
O que os contratos indicam para o fim de 2026
A curva de fechamento da B3 mostra um movimento importante: depois de R$ 361,45/@ em setembro e R$ 378,15/@ em outubro, os contratos passam para a faixa entre R$ 387,50/@ e R$ 389,55/@ de novembro de 2026 a março de 2027.
O ponto mais alto da série apresentada em 25 de setembro foi janeiro de 2027, a R$ 389,55/@.
Isso significa que a referência próxima de R$ 390/@ não estava restrita a dezembro. O nível aparecia também nos vencimentos de janeiro, fevereiro e março, embora os preços possam mudar diariamente conforme novas negociações são realizadas.
Para o pecuarista, a principal informação está na diferença entre o mercado físico e os contratos futuros. Para o acompanhamento jornalístico, essa distância ajuda a mostrar como os agentes do mercado estavam precificando os meses seguintes, mas não deve ser confundida com uma previsão certa para o preço da arroba.
Mercado físico continua sendo a referência do momento
Apesar da força dos contratos futuros, o mercado físico continua sendo a referência para acompanhar o preço efetivamente observado no período corrente.
Em 25 de setembro, o Indicador CEPEA/Esalq estava em R$ 358,80/@, enquanto a B3 mostrava valores mais elevados para os meses seguintes.
A evolução das escalas, a disponibilidade de bovinos terminados e o comportamento da demanda serão determinantes para verificar se essa distância diminuirá ou permanecerá elevada.
O próximo ponto de atenção, portanto, está na virada para outubro. O comportamento das compras dos frigoríficos poderá indicar se o mercado físico terá condições de acompanhar os níveis atualmente negociados para os vencimentos futuros ou se a diferença entre as duas referências permanecerá elevada.
Conclusão
A arroba do boi gordo chegou a R$ 358,80 no Indicador CEPEA/Esalq em 25 de setembro, enquanto os contratos futuros da B3 apontaram para valores próximos de R$ 390/@ nos vencimentos entre novembro de 2026 e março de 2027.
Novembro fechou em R$ 387,50/@ e dezembro em R$ 388,10/@, com janeiro de 2027 atingindo R$ 389,55/@. A distância em relação ao mercado físico mostra que os preços futuros continuavam trabalhando em patamar significativamente superior.
O comportamento das escalas de abate será um dos principais indicadores a acompanhar na abertura de outubro. Com oferta restrita, o mercado pode continuar firme; caso as indústrias consigam ampliar suas programações, a pressão sobre as compras pode diminuir. Neste momento, os dados permitem identificar esses cenários, mas não determinar antecipadamente qual deles prevalecerá.
Fontes
- CEPEA/Esalq — Indicador do Boi Gordo: fechamento de 25/09/2026 em R$ 358,80/@. O dado foi conferido na página de cotações que identifica o CEPEA/Esalq como fonte.
- B3 — Boi Gordo, pregão regular: contratos de setembro/2026 a março/2027, fechamento de 25/09/2026.
- Abrafrigo — Clipping de 28/09/2026: informações sobre escalas de abate e condições do mercado físico no fechamento de 25/09.
- Canal Rural — Cotações do boi: referências regionais de 25/09/2026, utilizadas apenas como contexto adicional.
- Imagem principal: Depositphotos.

