Malassezia canina: sintomas, causas e tratamento eficaz
Para Quem Tem Pressa
A Malassezia canina é uma infecção fúngica comum em cães, responsável por causar coceira intensa, dermatite e otite. Apesar de desconfortável, tem cura e pode ser controlada com diagnóstico precoce, tratamento adequado e cuidados preventivos que reduzem as chances de recorrência.
Malassezia canina: sintomas, causas e tratamento eficaz
O que é a Malassezia canina?
A Malassezia canina é uma infecção causada pelo fungo Malassezia pachydermatis, que faz parte da microbiota natural da pele e dos ouvidos dos cães. Em condições normais, não representa risco, mas quando há desequilíbrio — provocado por alergias, excesso de umidade, distúrbios hormonais ou baixa imunidade — pode se multiplicar descontroladamente, levando a dermatite ou otite fúngica.
Estudos mostram que até 80% dos cães terão algum episódio relacionado à Malassezia ao longo da vida. O diagnóstico precoce é fundamental para impedir complicações e devolver bem-estar ao animal.
Causas da Malassezia em cães
A Malassezia canina geralmente não surge de forma isolada. Ela costuma estar associada a condições pré-existentes que fragilizam a barreira cutânea. Entre os principais fatores de risco estão:
- alergias (como dermatite atópica e alergia à picada de pulga);
- distúrbios hormonais, como hipotireoidismo;
- uso prolongado de antibióticos ou corticoides;
- infecções bacterianas de pele;
- excesso de umidade ou oleosidade;
- má higiene e secagem inadequada após banhos.
Esse fungo lipofílico prefere regiões oleosas, como dobras cutâneas, orelhas e axilas, aproveitando-se de desequilíbrios imunológicos para se multiplicar.
Raças mais predispostas
Embora qualquer cão possa ser afetado, algumas raças apresentam maior predisposição devido a características anatômicas e genéticas. Entre elas estão: Basset Hound, Cocker Spaniel, Dachshund, Poodle, Shih Tzu, Pastor Alemão, Boxer e Westie.
Sintomas da Malassezia canina
Os sinais variam conforme a região acometida, mas os mais comuns incluem:
- coceira intensa;
- odor forte e característico;
- oleosidade excessiva;
- vermelhidão e inflamação;
- descamação e crostas;
- queda de pelos localizada;
- espessamento e escurecimento da pele.
Quando o ouvido é afetado, surge a otite por Malassezia canina, com secreção escura, dor, coceira e inclinação da cabeça. O desconforto pode causar alterações de comportamento, como irritabilidade e perda de apetite.
Doenças associadas
A proliferação desse fungo pode desencadear dermatite seborreica, otite externa, paroníquia (inflamação ao redor das unhas) e intertrigo nas dobras cutâneas. Embora não seja contagiosa para humanos, representa grande incômodo para o animal.
Diagnóstico da Malassezia
O diagnóstico deve ser realizado por um veterinário. Os métodos incluem citologia por fita adesiva, exame de cerúmen e cultura fúngica. Em casos recorrentes, exames hormonais e testes alérgicos podem ser necessários.
Tratamento da Malassezia em cães
A Malassezia canina tem cura, desde que tratada corretamente. O protocolo terapêutico envolve duas etapas:
- Controle da infecção fúngica – Shampoos antifúngicos à base de cetoconazol, miconazol ou clorexidina são indicados em casos leves. Quadros graves podem exigir antifúngicos orais, sempre sob prescrição veterinária.
- Correção da causa base – O tratamento deve considerar condições associadas, como alergias, distúrbios hormonais ou baixa imunidade. Suplementação com ácidos graxos essenciais e imunomoduladores pode ser recomendada.
Prevenção da Malassezia canina
A prevenção depende de cuidados regulares, como:
- banhos com shampoos específicos e secagem completa;
- limpeza adequada dos ouvidos, especialmente em raças predispostas;
- alimentação rica em ômega 3, zinco e vitaminas;
- acompanhamento veterinário frequente para controlar doenças de base.
Com esses cuidados, é possível reduzir as chances de recorrência e manter a pele do cão saudável.
Conclusão
A Malassezia canina é uma condição comum, mas muitas vezes subestimada pelos tutores. Apesar de ser causada por um fungo naturalmente presente na pele e nos ouvidos, quando ocorre desequilíbrio no organismo do animal, ela pode se transformar em um problema sério, capaz de comprometer não apenas a saúde da pele, mas também a qualidade de vida do cão.
O ponto central no controle dessa infecção é entender que ela raramente aparece sozinha: quase sempre está associada a fatores predisponentes, como alergias, distúrbios hormonais ou falhas na imunidade. Isso significa que o tratamento vai além de combater o fungo em si — é preciso identificar e corrigir a causa raiz para garantir resultados duradouros.
O diagnóstico precoce, realizado pelo médico-veterinário, faz toda a diferença no sucesso do tratamento. Quanto mais cedo o tutor reconhecer sinais como coceira intensa, odor forte, oleosidade e inflamações recorrentes, maiores são as chances de impedir a progressão e evitar complicações como otite crônica ou lesões de pele persistentes.
Outro aspecto fundamental é a prevenção. Medidas simples, como higienização correta, secagem adequada após o banho, nutrição equilibrada e visitas regulares ao veterinário, podem reduzir significativamente o risco de proliferação da Malassezia. Além disso, em raças predispostas, a atenção deve ser redobrada, já que esses cães apresentam maior tendência a desenvolver quadros recorrentes.
Em resumo, a Malassezia canina tem cura e pode ser controlada com sucesso, desde que tratada de forma completa e integrada. Para os tutores, o maior aprendizado é que não basta apenas combater o fungo, mas sim cuidar da saúde global do animal, garantindo equilíbrio da pele, fortalecimento do sistema imunológico e bem-estar duradouro.
imagem:wikimedia

