Gripe Aviária: Surtos ameaçam indústria avícola
A gripe aviária avança, ameaçando a indústria avícola. Descubra as medidas de biossegurança e os impactos econômicos do surto!
Para quem tem pressa
A gripe aviária avança nos EUA e impacta a indústria avícola, com um novo surto confirmado em Iowa. Autoridades reforçam medidas de biossegurança para conter a propagação do vírus H5N1, enquanto o setor enfrenta desafios econômicos e sanitários. Saiba mais sobre os riscos e as ações adotadas.
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O impacto crescente da gripe aviária em Iowa
Na sexta-feira (15), um novo caso de gripe aviária altamente patogênica (IAAP) foi detectado em um rebanho comercial de frangas no Condado de Buena Vista, Iowa. Essa é a sexta ocorrência da doença no estado em 2025 e reforça a preocupação com a disseminação do vírus H5N1, que tem afetado a produção de aves desde 2022.
A indústria avícola de Iowa enfrenta grandes desafios com a recorrência desses surtos, que causam perdas econômicas expressivas e impactam a oferta de ovos e carne de frango. O caso anterior registrado na região envolveu um rebanho comercial de perus, levando à contaminação de mais de 26 mil aves.
Além disso, o aumento nos surtos gera preocupação com a biossegurança nas propriedades rurais, exigindo que produtores adotem medidas rigorosas para evitar a propagação do vírus. O setor enfrenta também desafios logísticos, pois a interdição de áreas afetadas dificulta o transporte de insumos e produtos.
Evolução da gripe aviária nos EUA
Desde 2022, o vírus da gripe aviária tem sido detectado em aves selvagens e comerciais, além de afetar gado leiteiro e mais de 70 pessoas. Apesar disso, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) mantêm a classificação de baixo risco à saúde pública e asseguram que produtos de origem aviária continuam seguros para consumo.
No entanto, a frequente ocorrência de surtos tem gerado escassez de ovos e aumento dos preços de produtos avícolas, impactando diretamente a inflação e o abastecimento do setor nos Estados Unidos. Os consumidores já percebem um aumento nos preços dos alimentos derivados de aves, como ovos e carnes, o que pressiona ainda mais o mercado alimentício.
O impacto econômico não se restringe apenas à produção avícola. O turismo rural, que muitas vezes depende da avicultura como parte de suas atrações, também sofre com restrições sanitárias e a necessidade de isolamento das propriedades afetadas.
Medidas para conter a propagação da doença
Para minimizar os impactos da gripe aviária, o Departamento de Agricultura dos EUA anunciou um investimento de US$ 1 bilhão em iniciativas que incluem:
- Fortalecimento das medidas de biossegurança nas propriedades rurais;
- Repovoamento de fazendas afetadas por surtos;
- Pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a doença.
Além dessas ações, pesquisadores buscam soluções genéticas que possam tornar as aves mais resistentes ao vírus H5N1. Estudos recentes sugerem que modificações genéticas podem ser uma alternativa viável para reduzir a propagação do vírus em longo prazo.
No âmbito estadual, o governador de Iowa, Kim Reynolds, prorrogou a proclamação de desastre para o Condado de Buena Vista até 13 de abril. A medida garante recursos adicionais para conter a propagação do vírus e flexibiliza regulações para produtores impactados. O decreto original foi emitido em fevereiro, após a confirmação do primeiro surto no condado.
A necessidade de biossegurança rigorosa
Diante da frequente ocorrência de surtos de H5N1, especialistas ressaltam a importância de protocolos mais rigorosos de biossegurança para evitar a disseminação da doença entre animais e humanos. Algumas das medidas essenciais incluem:
- Controle de acesso em granjas e aviários;
- Monitoramento contínuo de aves e testes frequentes;
- Higienização rigorosa de equipamentos e instalações;
- Rápida notificação de novos casos às autoridades sanitárias.
Além disso, fazendeiros e trabalhadores rurais devem receber treinamentos constantes sobre boas práticas sanitárias para reduzir o risco de contaminação. O uso de barreiras físicas, como redes de proteção contra aves selvagens, também é uma estratégia eficaz na contenção do vírus.
Impactos de longo prazo para a avicultura
A gripe aviária não afeta apenas a produção atual, mas também compromete o futuro da avicultura. Com a necessidade de abate em massa para evitar a disseminação da doença, muitos produtores enfrentam dificuldades para repor seus plantéis, resultando em um déficit na produção de carne e ovos.
Além disso, mercados internacionais podem impor barreiras comerciais a produtos de regiões afetadas, reduzindo ainda mais as oportunidades de exportação para os produtores dos EUA. O receio de contaminação pode levar consumidores a buscar alternativas, como proteínas vegetais, impactando a demanda por produtos avícolas.
Diante desse cenário, o investimento em pesquisa e inovação é crucial para garantir que a indústria avícola consiga se recuperar e evitar novas crises no futuro. Programas de biossegurança mais robustos, aliados a tecnologias emergentes, podem ser a chave para minimizar os danos causados pelos surtos recorrentes.
Conclusão
A gripe aviária continua sendo uma ameaça significativa para a indústria avícola dos EUA, especialmente em estados como Iowa. Com surtos recorrentes e impactos econômicos expressivos, a implementação de medidas preventivas e investimentos em soluções eficazes serão cruciais para conter a doença e garantir a sustentabilidade do setor.
Ações coordenadas entre o setor privado, o governo e centros de pesquisa serão fundamentais para evitar que a gripe aviária cause danos ainda maiores à cadeia produtiva avícola nos próximos anos.
Imagem principal: Depositphotos.

