Animais geneticamente editados
Embrapa apresenta projeto sobre pesquisa com animais geneticamente editados.
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Iniciativa tem como objetivo criar tecnologias de produção de animais (suínos e aves) geneticamente editados, que poderão ser utilizadas para diversas finalidades, como aprimorar programas de melhoramento genético na área animal.
O chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, pesquisador Everton Krabbe, esteve, nesta quinta-feira (13), na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, em Florianópolis/SC, para apresentar alguns projetos de pesquisa de impacto para o estado. Estiveram presentes representantes da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – Fapesc e Secretaria de Agricultura.
Com o objetivo de apoiar pesquisas orientadas a problemas com impacto social, econômico e na saúde, foi apresentado ao secretário da SDE, Jairo Sartoretto, o projeto que está sendo conduzido na Embrapa intitulado “Plataforma para desenvolvimento e aprimoramento de metodologias de modificação genética em animais (suínos e aves)”. O projeto visa criar tecnologias para produção de suínos e aves geneticamente editados que poderão ser utilizadas para diversas finalidades, como aprimorar programas de melhoramento genético na área animal, além de desenvolver modelos para saúde humana.
Dentre os possíveis impactos para saúde humana, pode-se citar os suínos geneticamente editados para produção de órgãos compatíveis para xenotransplante – termo técnico que define o transplante de órgãos entre espécies diferentes. Para isso, além da criação de suínos em condições sanitárias adequadas, ou seja, livre de patógenos que possam causar doenças em humanos, os suínos terão genes editados para evitar a rejeição imunológica hiperaguda do receptor humano.
Os suínos são considerados excelentes candidatos para o xenotransplante para humanos por diversos fatores. Entre eles pode-se citar a grande similaridade do tamanho, fisiologia e metabolismo dos órgãos. Além disso, o curto período de gestação e as numerosas leitegadas, o grande conhecimento na área de biotecnologias da reprodução e controle de doenças colaboram para espécie suína ser considerada de eleição para esta finalidade.
O chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, pesquisador Everton Krabbe, destacou que o impacto do projeto, além de atender importante demanda da saúde humana, amplia possibilidades de crescimento econômico para a região Oeste e consequentemente para o estado. “A estrutura para transporte, por exemplo, será impactada a partir do momento que precisamos deslocar esses animais com segurança e com protocolos de biosseguridade e rapidez. Isso é uma das possibilidades que prevemos, sem falar da questão de inovação e do avanço na fronteira do conhecimento”, enfatizou.
O Secretário da SDE, Jairo Sartoretto, manifestou apoio ao projeto. “Hoje aqui realizamos um primeiro passo nessa construção que tem que ser conjunta, a quatro mãos, com apoio do legislativo e executivo em prol do desenvolvimento de soluções que irão, sem dúvidas, salvar vidas”. Um ofício será elaborado registrando o encontro e fomentando as futuras parcerias em apoio ao projeto.
Outro tópico da reunião foi a apresentação do projeto de cereais de inverno como alternativa para a alimentação de suínos e aves.
Participaram da reunião, além do secretário da SDE, Jairo Sartoretto, o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o diretor de Tecnologia e Inovações da SDE, Moris Cleber Kohl, o Gerente de Novos Negócios, Antônio Slosaski, o Gerente de Empreendedorismo Individual, Micro e Pequenas Empresas, Adílio Anísio, o técnico da Embrapa Suínos e Aves Idair Piccinin e a diretora de Qualidade e Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Daniela Carneiro do Carmo.
Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.
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