vermes
| |

Vermes em Bovinos: Como Proteger a Saúde do Rebanho e Evitar Prejuízos

Compartilhar

Vermes em Bovinos: Um Desafio Silencioso para a Saúde Animal e a Rentabilidade da Pecuária.

A saúde dos bovinos é um dos pilares fundamentais para garantir a produtividade e sustentabilidade da pecuária brasileira, seja ela voltada para a produção de carne ou de leite. Entre os diversos desafios enfrentados pelos pecuaristas, a verminose bovina ocupa um lugar de destaque, por ser uma ameaça constante, sorrateira e de grande impacto econômico.

Os vermes em bovinos, também conhecidos como parasitas internos ou endoparasitas, atacam principalmente o sistema digestivo e hepático dos animais, causando prejuízos expressivos no desempenho zootécnico, aumento dos custos com tratamentos e até perdas irreversíveis, como a morte de animais.


Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.

Acompanhe aqui todas as nossas cotações


Principais Tipos de Vermes que Afetam os Bovinos

Os parasitas internos mais comuns que afetam o gado pertencem a diferentes grupos, sendo os nematódeos (vermes redondos), os cestódeos (tênias) e os trematódeos, como a Fasciola hepatica, os principais causadores de problemas sanitários nos rebanhos.

Anuncio congado imagem

1. Nematódeos Gastrointestinais

Entre os vermes mais prevalentes estão os nematódeos, como Haemonchus contortus e Ostertagia ostertagi. Esses parasitas vivem no estômago e intestinos dos bovinos, alimentando-se do sangue e dos nutrientes ingeridos pelos animais. Como consequência, os bovinos podem apresentar:

  • Anemia
  • Diarreia persistente
  • Emagrecimento progressivo
  • Pelagem opaca
  • Fraqueza e apatia

Em infestações mais graves, esses vermes podem levar o animal à morte.

2. Cestódeos (Tênias)

As tênias também são parasitas intestinais, embora causem sintomas mais discretos. A presença de cestódeos pode resultar em distúrbios digestivos, baixa absorção de nutrientes e comprometimento no ganho de peso.

3. Fasciolose Bovina

A Fasciola hepatica, causadora da fasciolose, é um parasita hepático que compromete o fígado dos bovinos. Essa doença reduz a capacidade digestiva, interfere na metabolização de nutrientes e, consequentemente, na eficiência alimentar. Além disso, a carne e o fígado de animais infectados podem ser condenados no abate, o que gera prejuízos diretos ao produtor.

Como Identificar a Presença de Vermes no Rebanho

Os sintomas de verminose podem variar de acordo com o tipo de verme, o grau de infestação e o estado nutricional do animal. No entanto, alguns sinais clínicos são bastante comuns:

  • Diarreia frequente
  • Retardo no crescimento de bezerros
  • Redução da produção de leite
  • Fadiga, mesmo em animais jovens
  • Baixa conversão alimentar
  • Presença de vermes nas fezes (em casos avançados)

A melhor forma de confirmar a infestação é por meio de exames laboratoriais, como a contagem de ovos por grama de fezes (OPG), que permite quantificar e identificar os parasitas presentes, orientando a escolha do tratamento mais eficaz.

Prevenção e Controle: Manejo Integrado é a Chave

Para proteger a saúde do rebanho e evitar perdas econômicas, o ideal é adotar um controle integrado de parasitas, que combine diferentes estratégias de manejo sanitário, nutricional e farmacológico. Veja as principais práticas recomendadas:

1. Rotação de Pastagens

A rotação de pastagens é uma das medidas mais eficazes para interromper o ciclo de vida dos vermes. Ao alternar os lotes entre diferentes áreas de pasto, dá-se tempo para que os ovos e larvas presentes no solo morram, reduzindo a carga parasitária ambiental.

2. Uso Estratégico de Vermífugos

Embora o uso de vermífugos para bovinos seja essencial, ele deve ser realizado com base em diagnóstico e orientação técnica. O uso indiscriminado pode causar resistência parasitária, tornando os tratamentos ineficazes ao longo do tempo.

A recomendação é realizar exames periódicos, como o OPG, para decidir o melhor momento e o produto mais adequado para o controle. Em propriedades com alto nível de infestação, o tratamento de todo o rebanho pode ser necessário, enquanto em situações controladas, o tratamento seletivo é mais indicado.

3. Suplementação Nutricional

Animais bem nutridos têm melhor resposta imunológica contra parasitas. A suplementação mineral e proteica contribui para fortalecer o organismo dos bovinos, auxiliando na recuperação após infestações e aumentando a resistência às reinfecções.

4. Monitoramento Contínuo

A eficácia do controle antiparasitário depende do monitoramento constante do rebanho. Avaliações regulares permitem detectar infestações precoces, ajustar estratégias de tratamento e garantir o sucesso das medidas preventivas adotadas.

5. Higiene e Boas Práticas de Manejo

Evitar o acúmulo de fezes em áreas de manejo, manter cochos e bebedouros limpos e garantir acesso à água de boa qualidade são medidas simples, mas fundamentais para reduzir o risco de infestações.

Impacto Econômico das Verminoses na Pecuária

Além dos prejuízos diretos com a perda de peso e produtividade, as verminoses podem causar:

  • Aumento no uso de medicamentos
  • Desvalorização de carcaças
  • Redução na eficiência reprodutiva
  • Gastos com exames e diagnósticos

Segundo dados de estudos recentes, os prejuízos causados por parasitas internos podem representar até 20% da perda de produtividade em bovinos de corte e leite, o que mostra a importância de investir em prevenção e controle efetivo.

Considerações Finais: Rebanho Saudável, Pecuária Sustentável

Os vermes em bovinos são uma ameaça real e constante para a saúde do rebanho e a rentabilidade da atividade pecuária. Porém, com um programa de manejo sanitário bem estruturado, baseado em diagnóstico, controle estratégico e práticas sustentáveis, é possível minimizar os impactos e garantir uma produção mais lucrativa e responsável.

A adoção de medidas preventivas e o engajamento dos pecuaristas em boas práticas de manejo sanitário são fundamentais para promover o bem-estar animal, reduzir o uso excessivo de medicamentos e fortalecer a pecuária brasileira diante dos desafios do mercado.

Imagem principal: Depositphotos.


Compartilhar

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *