Vaca gorda: O mapa de preços que ninguém esperava
Acompanhe os preços da vaca gorda em diferentes regiões do Brasil e descubra onde os valores surpreenderam esta semana.
Para Quem Tem Pressa
A vaca gorda registrou fortes variações de preços nesta semana: enquanto Dourados (MS) liderou com R$ 296,50 à vista, o Acre amargou o menor valor, em apenas R$ 227,50. Confira a tabela completa e veja onde o mercado está mais aquecido.
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Panorama nacional da vaca gorda
O mercado da vaca gorda segue dinâmico, refletindo tanto fatores internos – como oferta de pasto e demanda do frigorífico – quanto externos, ligados à exportação de carne bovina. As diferenças regionais chamam a atenção: entre a maior e a menor cotação, a variação ultrapassa R$ 70 por arroba.
Essa disparidade é relevante para produtores e investidores, já que define margens de lucro, estratégias de venda e até movimentações no mercado futuro.
Tabela completa de preços da vaca gorda
| Região | À Vista (R$) | 30 Dias (R$) |
|---|---|---|
| SP Barretos | 279,50 | 283,00 |
| SP Araçatuba | 279,50 | 283,00 |
| MG Triângulo | 270,00 | 273,00 |
| MG B.Horizonte | 272,00 | 275,00 |
| MG Norte | 267,00 | 270,00 |
| MG Sul | 267,00 | 270,00 |
| GO Goiânia | 272,00 | 275,00 |
| GO Reg. Sul | 272,00 | 275,00 |
| MS Dourados | 296,50 | 300,00 |
| MS C. Grande | 288,50 | 292,00 |
| MS Três Lagoas | 286,50 | 290,00 |
| RS Oeste (kg) | 9,20 | 9,30 |
| RS Pelotas (kg) | 9,30 | 9,40 |
| BA Sul | 257,00 | 260,00 |
| BA Oeste | 257,00 | 260,00 |
| MT Norte | 272,00 | 275,00 |
| MT Sudoeste | 267,00 | 270,00 |
| MT Cuiabá* | 273,00 | 276,00 |
| MT Sudeste | 272,00 | 275,00 |
| PR Noroeste | 281,50 | 285,00 |
| SC | 281,50 | 285,00 |
| MA Oeste | 250,00 | 253,00 |
| Alagoas | 277,00 | 280,00 |
| PA Marabá | 259,00 | 262,00 |
| PA Redenção | 257,00 | 260,00 |
| PA Paragominas | 259,00 | 262,00 |
| RO Sudeste | 252,00 | 255,00 |
| TO Sul | 267,00 | 270,00 |
| TO Norte | 260,00 | 263,00 |
| Acre | 227,50 | 230,00 |
| ES | 262,00 | 265,00 |
| RJ | 277,00 | 280,00 |
| Roraima | 257,00 | 260,00 |
Análise regional detalhada
Mato Grosso do Sul: a ponta da valorização
O MS lidera os preços, com Dourados batendo R$ 296,50 à vista. Campo Grande e Três Lagoas também se mantêm acima de R$ 285,00. A força da exportação e o peso do confinamento explicam essa valorização.
Acre: o oposto da moeda
Com apenas R$ 227,50, o Acre amarga a menor cotação do país. Além da distância dos principais polos de consumo, a logística encarece o escoamento e pressiona os preços para baixo.
Sudeste: estabilidade estratégica
Em São Paulo, Barretos e Araçatuba ficaram na casa dos R$ 279,50. Minas Gerais, por sua vez, oscilou entre R$ 267,00 e R$ 273,00. Essa estabilidade garante previsibilidade e ajuda o pecuarista no planejamento.
Norte e Nordeste: pressão de baixa
Enquanto o Maranhão registrou R$ 250,00, Alagoas se destacou com R$ 277,00. Na Bahia, tanto Sul quanto Oeste ficaram em R$ 257,00, mostrando dificuldades de valorização.
O que influencia o mercado da vaca gorda?
Diversos fatores determinam os preços da vaca gorda:
- Oferta de animais prontos para abate.
- Custos de insumos e suplementação.
- Exportações, especialmente para a China.
- Taxa de câmbio, que impacta na competitividade internacional.
Além disso, o período de safra e entressafra altera a pressão sobre o mercado, criando oscilações que podem ser bem aproveitadas por quem acompanha de perto.
Estratégias para o pecuarista
O pecuarista que acompanha os preços da vaca gorda pode adotar diferentes estratégias:
- Travar preços no mercado futuro em momentos de alta.
- Apostar em confinamento quando há perspectiva de valorização.
- Diversificar mercados, garantindo venda tanto para consumo interno quanto para exportação.
Conclusão
O levantamento dos preços da vaca gorda mostra de forma clara como o mercado pecuário brasileiro é marcado por contrastes regionais. Enquanto estados como Mato Grosso do Sul puxam a valorização com médias próximas a R$ 300,00, outras regiões, como o Acre, ainda enfrentam preços significativamente mais baixos, próximos de R$ 227,50. Essa diferença de mais de R$ 70,00 por arroba evidencia que o mercado não segue uma lógica única e linear, mas é influenciado por múltiplos fatores locais e globais.
Do lado interno, a oferta de animais prontos para o abate, os custos de suplementação e o ciclo de safra/entressafra exercem grande impacto. Já no cenário externo, a demanda internacional, em especial da China, e a variação cambial definem até onde a carne brasileira consegue competir. Ou seja, mesmo quando os preços parecem estáveis em determinadas regiões, como em São Paulo e Minas Gerais, o produtor precisa ter em mente que há uma série de forças em movimento.
Esse mosaico de preços reforça a importância de o pecuarista adotar uma postura estratégica e analítica:
- Aproveitar momentos de alta para travar preços no mercado futuro.
- Avaliar o confinamento como ferramenta para capturar valorização em praças de referência.
- Buscar diversificação comercial, equilibrando vendas para o mercado interno e externo.
Além disso, o produtor deve olhar além da cotação do dia. O que hoje pode parecer apenas uma “diferença de região” pode, em pouco tempo, se transformar em tendência nacional — positiva ou negativa.
Em síntese, os dados desta semana provam que a pecuária brasileira continua sendo um setor dinâmico e competitivo, no qual cada decisão precisa estar embasada em informação de qualidade. A vaca gorda pode até variar de preço de Norte a Sul, mas o que realmente define o sucesso do pecuarista é a capacidade de interpretar o mercado e agir de forma inteligente.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 17/09/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

