Teiú no jardim: 6 comportamentos desse lagarto que explicam sua presença perto de casas
Encontrar um teiú caminhando pelo quintal pode causar susto à primeira vista — afinal, seu tamanho imponente e aparência selvagem chamam atenção. Mas a verdade é que esse lagarto, um dos maiores da América do Sul, tem hábitos muito mais tranquilos do que parece. E entender seus comportamentos é a melhor forma de saber por que ele aparece em áreas urbanas e como conviver de forma segura e respeitosa com ele.
O teiú é atraído principalmente por comida fácil. Frutas maduras caídas, restos de alimento, ração de pets e até ovos de galinhas despertam seu faro aguçado. Esses lagartos são onívoros, ou seja, comem tanto plantas quanto pequenos animais. Quando encontram jardins bem irrigados e cheios de árvores frutíferas, consideram o ambiente ideal para explorar.
Outro motivo é o abrigo. Locais com entulhos, pilhas de madeira, galinheiros e até buracos no solo oferecem esconderijos perfeitos. Durante o calor, o teiú gosta de se movimentar ao sol, mas busca refúgio em locais frescos à tarde. Por isso, quem mantém quintais limpos, sem restos de comida ou abrigos desordenados, reduz naturalmente as visitas desse visitante curioso.
O teiú é extremamente curioso e inteligente. Diferente de outros répteis, ele tem boa memória espacial e costuma explorar rotas que já conhece. Se encontrou comida em um quintal, há grandes chances de voltar. Ele também tem o hábito de investigar sons e cheiros diferentes — o que explica por que às vezes é visto se aproximando de áreas movimentadas.
Apesar do tamanho, raramente é agressivo. Normalmente foge ao menor sinal de ameaça, preferindo o silêncio e a sombra. Quando se sente encurralado, pode se inflar e balançar a cauda para intimidar, mas dificilmente ataca. É um comportamento defensivo, não de caça.
Pouca gente sabe, mas o teiú exerce um papel importante no equilíbrio ecológico. Ele ajuda no controle de pragas, alimentando-se de insetos, caramujos e pequenos roedores. Também consome frutas, espalhando sementes e contribuindo para a regeneração natural de áreas verdes.
No ambiente urbano, esse hábito o torna um “faxineiro natural” — ele limpa restos orgânicos e mantém o equilíbrio entre espécies menores. Ainda assim, é importante não alimentá-lo diretamente. Quando o animal se acostuma à presença humana, perde o instinto de procurar comida natural, o que pode gerar dependência e aumentar o risco de acidentes.
Os locais preferidos do teiú são quentes, úmidos e com acesso fácil ao solo. Jardins com gramados altos, entulhos e galinheiros são um convite. Uma forma simples de evitar sua presença é manter o ambiente limpo e bem organizado. Retirar restos de frutas, armazenar ração em potes fechados e tampar buracos no chão já faz grande diferença.
Também é importante evitar o uso de produtos químicos agressivos. Eles não afastam o teiú e ainda podem contaminar o solo e outros animais. Se o lagarto aparecer, o ideal é deixá-lo seguir seu caminho. Na maioria das vezes, ele apenas está de passagem, em busca de alimento ou sombra.
O teiú é, em essência, um lagarto pacífico. Diferente do que muitos imaginam, ele não representa perigo para pessoas ou pets — desde que respeitado. Seu comportamento é guiado pela sobrevivência, não pela agressão. Observar um teiú cruzando o jardim pode até ser uma experiência fascinante: sua postura atenta, o modo como movimenta a língua para captar cheiros e a elegância com que caminha são sinais de um animal adaptado e inteligente.
Convivendo de forma consciente, é possível manter a harmonia entre a natureza e o espaço urbano. Afinal, a presença do teiú é um lembrete vivo de que os jardins ainda guardam um pouco do selvagem — e isso é um privilégio para quem sabe olhar com respeito.
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