Todo mundo que tem um aquário em casa já viveu o susto: em algum momento do dia, o peixe que costumava nadar alegremente agora está parado no fundo, imóvel, como se estivesse exausto ou até doente. A primeira reação é pensar em doenças ou velhice. Mas antes de se desesperar, saiba que um detalhe bastante comum e muitas vezes negligenciado na montagem do aquário pode ser o verdadeiro responsável por esse comportamento. E a boa notícia: dá para corrigir sem gastar quase nada.
Se o seu peixe está ficando constantemente parado no fundo do aquário, com movimentos lentos ou pouco interesse pelo ambiente, um dos primeiros pontos a observar é a oxigenação da água. Diferente do que se imagina, não basta ter uma bomba de ar ligada — a posição do filtro e o movimento da superfície são cruciais para garantir que o oxigênio se misture à água de forma eficiente.
Peixes respiram através das brânquias, extraindo oxigênio dissolvido na água. Quando a concentração de oxigênio está baixa, eles reduzem drasticamente a atividade para economizar energia. E um dos primeiros sinais visíveis é o peixe passando mais tempo parado no fundo — especialmente em horários mais quentes do dia ou quando há muitos peixes no mesmo aquário.
Um dos erros mais comuns entre aquaristas iniciantes é posicionar o filtro ou a saída da bomba de ar de forma que o fluxo de água fique muito fraco ou não agite a superfície. Quando a água do topo não se movimenta, a troca gasosa com o ambiente é mínima, fazendo com que o nível de oxigênio dissolvido caia drasticamente.
O fundo do aquário é a região com menos circulação, então é natural que o peixe parado nessa área esteja sentindo o impacto maior da estagnação. E quando a temperatura da água sobe, o problema piora: água quente retém menos oxigênio, o que pode levar alguns peixes ao limite.
Outro fator que compromete a saúde dos peixes é o superpovoamento do aquário. Quando há mais animais do que a capacidade do sistema comporta, o consumo de oxigênio se eleva e a água se torna rapidamente deficiente, mesmo com filtro ligado.
Plantas aquáticas também influenciam — elas produzem oxigênio durante o dia, mas consomem oxigênio à noite. Um aquário com muita planta e pouca movimentação à noite pode criar um cenário crítico, especialmente se a iluminação estiver desregulada.
Peixes como bettas, tetras, kinguios e até cascudos demonstram comportamentos diferentes quando o oxigênio está em queda. Alguns sobem para a superfície e ficam “bocando” o ar, outros simplesmente param de nadar. Saber identificar isso pode salvar vidas.
A primeira medida é reposicionar a saída do filtro ou bomba de ar de forma que crie movimentação visível na superfície da água. Não precisa ser uma correnteza forte, mas é fundamental que haja ondulação. Isso é o que permite a entrada de oxigênio e a saída de gases como o CO₂.
Além disso, vale observar se o filtro está limpo e funcionando com potência suficiente. Um filtro entupido ou com sujeira acumulada perde eficiência e compromete todo o equilíbrio do aquário.
Se possível, reduza a quantidade de peixes ou instale um filtro auxiliar. Em alguns casos, usar pedras porosas ou difusores de ar mais eficientes já resolve a baixa oxigenação com simplicidade.
Lembre-se: um peixe que volta a nadar ativamente após esses ajustes estava sofrendo por um motivo ambiental — não necessariamente por doença.
É muito comum confundir peixes parados com sintomas de doença. E embora doenças também possam levar a esse comportamento, elas geralmente vêm acompanhadas de outros sinais, como perda de cor, manchas, inchaço ou dificuldade respiratória visível.
Antes de medicar ou isolar o animal, faça uma checagem completa no sistema: oxigenação, pH, temperatura e excesso de resíduos. Muitas vezes, só de corrigir o ambiente, o peixe volta a nadar normalmente em poucas horas.
Peixes são extremamente sensíveis a alterações químicas e físicas da água, mas também são resilientes quando recebem os cuidados certos. Pequenos ajustes podem prolongar sua vida e devolver vitalidade ao aquário como um todo.
Observar um peixe parado no fundo do aquário pode parecer um detalhe sem importância — ou uma característica da espécie. Mas, na maioria dos casos, é um pedido silencioso de socorro. E esse pedido está diretamente ligado a como você cuida da água, da circulação e do equilíbrio do aquário.
A chave não está em comprar mais equipamentos ou usar produtos milagrosos, mas em observar, entender e agir sobre o comportamento do animal. Um peixe saudável se movimenta, interage com o ambiente e demonstra vitalidade. Se ele está quieto, o aquário pode estar dizendo mais do que você imagina.
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