Soja em MS tem mais de 90% das áreas semeadas emergindo em ótimas condições. Embrapa e Aprosoja-MS orientam monitoramento de percevejos e lagarta-elasmo nos primeiros 20 dias.
PARA QUEM TEM PRESSA
- Mais de 90% das áreas semeadas na Região Sul de MS apresentam emergência em condições satisfatórias.
- Combinação de solo úmido e temperaturas amenas aumenta atenção a percevejo-marrom e lagarta-elasmo.
- Monitoramento visual a cada 3 dias é recomendado nas fases V1 a V3 da cultura.
- Manter estande entre 250 mil e 280 mil plantas por hectare é referência para bom desenvolvimento.
- Ações preventivas seguem princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), sem indicação de surtos.
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Lavouras de soja em MS emergem bem e exigem atenção ao manejo de pragas nos primeiros 20 dias
Com a maior parte das lavouras semeadas até o final de setembro já emergindo, produtores de soja em Mato Grosso do Sul entram em fase crítica de atenção à sanidade vegetal. A Embrapa Agropecuária Oeste, em orientação técnica de meados de outubro de 2026, alerta que as condições climáticas atuais — solo úmido e temperaturas amenas — favorecem a presença de pragas de importância na fase inicial, sem que haja registro de surtos generalizados. As recomendações valem principalmente para os polos graneleiros da Macrorregião Sul (Dourados, Ponta Porã, Maracaju) e da Região Centro.
Condições de emergência e estande
A taxa de emergência das lavouras é considerada ótima na maior parte da área semeada, com mais de 90% dos talhões em bom desenvolvimento na Região Sul. A manutenção do estande de plantas é referenciada entre 250 mil e 280 mil plantas por hectare, padrão que contribui para boa produtividade e competitividade da lavoura desde o início do ciclo.
Principais pragas a observar
Nos primeiros 20 dias após a emergência, o foco deve estar voltado para dois grupos de organismos:
- Percevejo-marrom: presente na palhada e nas plantas jovens, pode causar danos na base das plantas e comprometer o arranque inicial;
- Lagarta-elasmo: ataca as folhas em formação, sendo mais facilmente identificada nas primeiras folhas verdadeiras.
A verificação deve ocorrer preferencialmente nas bordaduras e pontos de maior concentração de restos culturais, onde as pragas costumam se concentrar primeiro.
Frequência de monitoramento e MIP
A Embrapa recomenda inspeção visual a cada 3 dias durante as fases V1 a V3 (primeira até terceira folha verdadeira). O objetivo é detectar a presença dos insetos antes que atinjam o nível de dano econômico, em linha com os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP).
Conforme a Aprosoja-MS, o cenário atual de plantio mais adiantado em relação à safra anterior reforça a necessidade de rotinas de acompanhamento frequentes, alinhadas às orientações técnicas, como forma de evitar perdas sem uso desnecessário de insumos.
Recomendações práticas ao produtor
- Realizar caminhadas transversais ao talhão, observando plantas de pontos distintos;
- Examinar a palhada e a base das plantas, além das folhas recém-abertas;
- Anotar a frequência e a distribuição dos insetos encontrados;
- Tomar decisão de controle com base no nível de dano econômico estabelecido tecnicamente, e não de forma preventiva indiscriminada.
Fechamento
A sanidade vegetal na fase inicial é determinante para o potencial produtivo da lavoura. As condições atuais de desenvolvimento são favoráveis, e o acompanhamento sistemático nas primeiras semanas após a emergência é a medida mais eficaz para manter a lavoura saudável ao longo do ciclo, conforme orientam Embrapa Agropecuária Oeste e Aprosoja-MS.
Fontes
- Embrapa Agropecuária Oeste — https://www.embrapa.br/agropecuaria-oeste
- Aprosoja-MS — https://aprosojams.org.br/
- Imagem principal: Depositphotos
