Confira o ranking completo da relação de troca boi gordo e boi magro na 1ª quinzena de agosto. Veja qual estado exige mais arrobas para a reposição bovina.
Para quem tem pressa
A relação de troca boi gordo e boi magro registrou expressivas variações no mercado nacional na primeira quinzena de agosto. Levantamento exclusivo da Scot Consultoria revela que Mato Grosso apresenta o cenário mais desafiador para o recriador/invernista, exigindo 14,90 arrobas de boi gordo para adquirir um boi magro de 12,5@. No extremo oposto, o Acre desponta como a praça mais favorável para a reposição dentro do próprio estado, com uma relação de 12,06 arrobas. Veja abaixo o raio-X completo das 15 praças estaduais pesquisadas.
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O cenário do mercado de reposição e o poder de compra do pecuarista
O planejamento financeiro da recria e engorda exige atenção constante às flutuações de preços entre as categorias de animais. Na primeira quinzena de agosto, os dados divulgados no informativo “Fique Sabendo” da Scot Consultoria trouxeram um panorama detalhado sobre a relação de troca boi gordo e boi magro no âmbito intraestadual (negociações realizadas dentro do próprio estado).
Para o cálculo de equivalência, a análise utilizou como referência padronizada a aquisição de um boi magro de 12,5 arrobas (12,5@), mensurando quantas arrobas de boi gordo o pecuarista precisa entregar para concretizar a compra de uma cabeça de reposição.
Se a vida do pecuarista fosse um mar de rosas, a reposição não exigiria tanta matemática de precisão. Contudo, as disparidades regionais mostram que a margem do invernista depende diretamente do CEP onde sua fazenda está localizada.
Os extremos do ranking: Mato Grosso vs. Acre
No topo da tabela de exigência financeira está o estado do Mato Grosso. O pecuarista mato-grossense precisou desembolsar 14,90 arrobas para comprar um único boi magro de 12,5@. O forte ritmo do confinamento local e a demanda aquecida por animais prontos para a engorda pressionam as cotações das categorias mais eradas, encarecendo o custo do boi magro na região.
Por outro lado, quem opera no Acre encontra um cenário significativamente mais vantajoso. A relação de troca boi gordo e boi magro acriana ficou fixada em 12,06 arrobas, representando o menor indicador de custo de reposição entre todas as regiões avaliadas. A diferença entre o topo e a base do ranking supera 2,84 arrobas por cabeça — um montante considerável quando multiplicado por um lote comercial.
Análise detalhada por estado: Ranking completo de agosto
Abaixo do Mato Grosso, outros estados do Centro-Oeste e do Sul também registraram uma relação de troca boi gordo e boi magro elevada, superando a barreira das 14 arrobas. Logo em seguida, praças do Norte, Nordeste e Sudeste mantêm um patamar intermediário de negociação.
Acompanhe o indicador quinzenal completo (arrobas de boi gordo necessárias por boi magro de 12,5@):
- Mato Grosso (MT): 14,90 arrobas
- Mato Grosso do Sul (MS): 14,63 arrobas
- Goiás (GO): 14,17 arrobas
- Santa Catarina (SC): 13,96 arrobas
- Rondônia (RO): 13,75 arrobas
- Maranhão (MA): 13,53 arrobas
- Pará (PA): 13,51 arrobas
- Paraná (PR): 13,50 arrobas
- Bahia (BA): 13,34 arrobas
- Minas Gerais (MG): 13,24 arrobas
- Tocantins (TO): 13,18 arrobas
- São Paulo (SP): 13,16 arrobas
- Rio de Janeiro (RJ): 12,48 arrobas
- Rio Grande do Sul (RS): 12,25 arrobas
- Acre (AC): 12,06 arrobas
Por que a relação de troca varia tanto entre as regiões?
A oscilação da relação de troca boi gordo e boi magro decorre de múltiplos fatores estruturais da pecuária de corte nacional:
- Disponibilidade de pastagens e grãos: Regiões com forte presença de confinamentos e abundância de insumos (como MS, GO e MT) valorizam intensamente o boi magro pré-acabado.
- Frete e logística: Custos de transporte regional influenciam o preço final cobrado pelo recriador na venda intraestadual.
- Escala de abate dos frigoríficos: Praças com indústrias exportadoras de grande porte pagam prêmios no boi gordo, mas enfrentam alta concorrência na compra da reposição.
Para garantir rentabilidade no ciclo, o pecuarista deve monitorar a relação de troca boi gordo e boi magro não apenas no momento do abate, mas estrategicamente antes de efetuar as compras para o giro de estoque do rebanho.
Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.

